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A grande (e, a partir de agora, universal) verdade é que o Nintendo Wii U fracassou na sua missão de ser relevante no mercado de games. Eu digo “universal”, pois até a Nintendo admite isso publicamente. Os últimos resultados financeiros da “Big N” mostram que o Wii U foi rapidamente superado nas vendas totais pelos seus adversários diretos (Xbox One e PlayStation 4) em poucos meses, e no último trimestre, foram ridículas 300 mil unidades vendidas do produto.

Ou seja… fracasso.

Acho que o Wii U até que foi uma ideia bacana, mas nada mais do que isso. Não ofereceu o mesmo impacto causado pelo Nintendo Wii quando ele foi oficialmente apresentado, onde por diversas vezes vimos um “caramba, a Nintendo reinventou a roda”. O Wii conquistou os casuais com uma interação simples e objetiva com o console. Já o Wii U tentou combinar o conceito do console doméstico com o tablet. Não colou.

Sem falar que temos o Xbox One e o PS4 no mercado, mais completos, com maiores possibilidades e com maior apelo comercial. Ok, faltam os jogos e os provedores de conteúdo (e serem vendidos em mais mercados, ter preços mais competitivos no Brasil… tá bom, falta muita coisa). Mesmo assim, são mais atraentes do que o Wii U. Que não disse a que veio, depois de dois anos do seu lançamento.

Entendo que, para a Nintendo, o que resta agora é apostar nos mercados móveis. Não só no Nintendo 3DS, que segue muito bem nas vendas (contrariando minhas crenças pessoais), mas também nas plataformas móveis. Quem sabe uma Nintendo que finalmente decide entrar de cabeça no mercado de games para tablets e smartphones, oferecendo seus títulos oficiais para o iOS, Android e Windows Phone (não… o BlackBerry OS não conta…).

Por que não, Nintendo? Seria uma boa forma de divulgar a sua marca, promover os seus jogos, e até atrair os jogadores de volta para os seus consoles domésticos.

A não ser que o mercado de videogames “em casa” comece a entrar em extinção. Pelo menos da forma como conhecemos. Até porque tem muita gente que está se interessando com um pouco mais de ênfase nos consoles Android para jogar os seus games na TV. E tenho (quase) certeza que outras gigantes da tecnologia – que nem estão hoje no mercado de games – estão de olho nesse segmento.

Fato é que: com o Wii U, não dá mais. Seria muito otimismo do Satoru Iwata manter o console por mais tempo no mercado, tornando a Nintendo uma máquina de escoar dinheiro.