HTC

Eu testei alguns dos bons smartphones da HTC nos primeiros anos do TargetHD.net. Cheguei a testar smartphone da empresa com Windows Mobile. E acompanhei um pouco de perto alguns dos erros cometidos por eles.

A HTC tinha bons smartphones. Aliás, tem até hoje. Dispositivos como o HTC One M7 ou M8, e até o HTC 10 que muitos esperam são simplesmente espetaculares na sua estética e proposta geral. Mas… o que foi que deu errado? Por que a empresa acabou (em partes) nas mãos da Google? Por que não prevaleceu no mercado de smartphones?

Alguns erros foram cometidos ao longo do caminho. Um deles foi abandonar diversos mercados internacionais, incluindo o Brasil.

Não que o Brasil seja grande coisa. Mas é um mercado importante demais para se abandonar, ao meu ver.

De qualquer forma, a HTC passou a atuar em mercados selecionados, o que automaticamente diminuiu o seu alcance ao redor do planeta. Mostrar poder de fogo é fundamental no mercado de telefonia móvel, e o que a HTC fez foi o mesmo que a Xiaomi fez agora: dar uma bela arregada.

Com a diferença que a Xiaomi tem muita bala na agulha, enquanto que a HTC já estava meio mal das pernas.

Além disso, a HTC cometeu erros pontuais antes da arregada. Um dos mais inacreditáveis é não aproveitar o momento para ser grande.

 

 

Não devemos JAMAIS nos esquecer que foi a HTC a responsável por ser a primeira fabricante de smartphones Android da história, com o lendário T-Moblie G1 (ou HTC G1). Ou seja, a empresa tinha a chance de ser a cara do Android, antes de Samsung, LG, Sony, Xiaomi, Huawei… antes de todo mundo.

Inclusive antes da Google, que agora tenta isso de forma quase desesperada.

Sem falar que a HTC parou de inovar. Parou de oferecer soluções surpreendentes que chamavam a atenção de usuários que queriam essas inovações. Parou de investir nela mesma, e de arriscar em tecnologias que lhe entregariam um maior destaque junto ao mercado.

 

 

Por fim, as decisões equivocadas, que afundaram ainda mais a marca. Por exemplo, a aposta no Windows Phone foi falida, por melhor que os dispositivos que os recebiam fosse. Outro exemplo: apostar no mercado de linha média quando a maior margem de lucro está no mercado top de linha.

É uma pena ver uma marca como a HTC passar por essa situação. Não é o fim da HTC como conhecemos um dia. Ainda. Mas é uma mudança drástica, significativa e reflexiva.

Se bem que não é a primeira vez que testemunhamos isso. Nokia, Motorola e BlackBerry deixaram lições semelhantes.