Qualquer fabricante asiático quer o mercado norte-americano. Quem não está lá quer entrar. Todos olham para o estrago que a Samsung faz, mesmo ficando bem atrás da Apple nas vendas, e quer um pouco da fatia desse mercado precioso.

A OnePlus conseguiu algo muito importante recentemente. Algo que a Huawei e a Xiaomi querem há tempos, mas não consegue: se aproximar um pouco mais dos clientes norte-americanos.

E… acredite em uma coisa, amigo leitor: o mercado norte-americano é mais importante para o mercado brasileiro do que você imagina.

Qualquer fabricante que prospera nos EUA tem mais chances de crescer em escala global. E os usuários de todo o mundo ganham com isso.

A Huawei está longe dos Estados Unidos por conta da sua recusa em utilizar os chips da Qualcomm em seus smartphones. Os processadores Kirin contam com algumas restrições impostas pelo governo norte-americano, e vetam qualquer dispositivo por lá, mesmo sem ter a certeza que esses chips contam com tecnologias que podem comprometer a privacidade ou confidencialidade dos dados.

Por outro lado, a Huawei admite abertamente que trabalha com o governo chinês, que investe muito dinheiro na empresa. E esse é mais um motivo para o governo norte-americano não olhar com bons olhos para a marca.

No caso da Xiaomi, o principal problema está nas patentes. Várias patentes de componentes nos seus dispositivos precisam ser pagos para os fornecedores nos Estados Unidos, e isso atrapalha e muito o formato de negócio dessa marca por lá.

No Brasil, a Xiaomi não vingou porque a empresa não se adaptou à política de impostos, e o brasileiro não se adaptou ao modelo de negócio da empresa (vendendo de forma direta, com boleto, via internet).

No final das contas, a OnePlus dá o pulo do gato quando consegue colocar o OnePlus 6T nos Estados Unidos em parceria com a operadora T-Mobile. São mais de 3.500 lojas que passam a vender os seus smartphones em um mercado muito cobiçado.

Tudo bem, a OnePlus tem agora um compromisso enorme de oferecer suporte técnico e garantias para um público bem maior do que aqueles que compravam por sorteio. De qualquer forma, agora a marca está onde alguns dos seus concorrentes diretos não conseguem chegar.

Comendo hambúrguer no McDonald’s!