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Orkut está voltando, minha gente! (?)

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Será? Sério mesmo?

Nem acredito que um dos meus pedidos totalmente espontâneos e irracionais está prestes a acontecer.

O nosso amigo Orkut Büyükkökten está “construindo algo novo”. E decidiu compartilhar isso na página do seu falecido filho, o Orkut. Essa é a primeira vez em cinco anos que esse site recebe algum tipo de atualização, e isso já deixou os mais nostálgicos e desejosos pela volta da rede social com a calcinha molhada de tanto ovular.

Não é exatamente o meu caso (até porque eu não uso calcinha), mas eu fui uma das pessoas que pediram a volta do Orkut.

E, quanto mais o tempo passa (e a internet vai ficando mais e mais maluca), mais plausível a volta do Orkut fica.

 

 

 

Vamos tentar entender o que está acontecendo

A impressão que fica neste primeiro momento é que o Orkut Büyükkökten está em uma espécie de “missão de paz”. Ele quer pacificar as redes sociais, que estão cheias de ódio (o que é verdade), e propõe uma maior gentileza entre as pessoas, além de não tolerar a desinformação.

Eu concordo com ele. O problema é que, ao que tudo indica, tem uma grande massa crítica que quer turbinar o ódio e a desinformação nas redes sociais. E não vou ficar aqui desenvolvendo teorias sobre os possíveis interesses pela desinformação.

Todo mundo sabe do que eu estou falando (cof, cof… motivações políticas… cof, cof…).

Mas Orkut Büyükkökten foi um pouco mais dissertativo nos seus pensamentos, e no tal comunicado disponível em Orkut.com (quem diria… eu nem sabia que este domínio ainda estava ativo…), ele disse o seguinte:

“Eu sou uma pessoa otimista. Acredito no poder da conexão para mudar o mundo. Acredito que o mundo é um lugar melhor quando nos conhecemos um pouco mais. É por isso que criei a primeira rede social do mundo quando era estudante de pós-graduação em Stanford. É por isso que eu trouxe o orkut.com para tantos de vocês ao redor do mundo. E é por isso que estou construindo algo novo. Vejo você em breve!”.

Tá tudo certo na fala dele. Mas… por que ele publicaria isso justamente na página Orkut.com? Afinal de contas, tal discurso poderia ser publicado em um blog ou até mesmo em uma rede social concorrente.

Será que ele estava apostando que muita gente ainda acessa o Orkut.com todos os dias? Mesmo com o site inativo por mais de cinco anos?

É difícil de acreditar, mas é minimamente plausível.

De qualquer forma, Orkut prepara “algo novo”. Um novo Orkut, talvez. O que não seria algo tão ruim assim, considerando todos os aspectos envolvidos.

Mas… diante desse discurso tão bonito, fica uma dúvida que precisa ser respondida…

 

 

 

Existe espaço para o Orkut nos dias de hoje?

É importante lembrar ao amigo leitor que o Orkut surgiu no passado em um tempo em que o conceito de rede social ainda estava se desenvolvendo. E todo mundo viu o que aconteceu depois que o Google comprou a plataforma: perdeu o bonde da história ao permitir que o Facebook dominasse tudo.

Muita gente ainda sente falta do conceito de comunidades do Orkut, e prefere até hoje a mecânica de funcionamento proposta pela rede social roxa. Mas eu não sei se a volta da plataforma se sustenta, principalmente considerando o público-alvo que ela pode obter.

Quem manda nas redes sociais hoje são os jovens, e isso é fato. A tal da “geração millennial” ou “geração Z” que insiste em dizer que sou cringe porque eu tenho mais de 40 anos de idade. Bom, ao menos eu posso comprar o meu Xbox Series X quando eu quiser, já que eu sei o que é pagar um boleto na vida.

Deixando a guerra de gerações de lado, o único problema em apostar na volta do Orkut hoje seria o fato da nostalgia ser o fator determinante para o retorno. A não ser que essa nova rede social apresente algo absolutamente novo e atraente para o público jovem, ela tende a naufragar pela falta de renovação.

Além disso, competir com gigantes como Facebook, TikTok e Instagram é um desafio hercúleo para qualquer novo serviço que decidir tentar uma fatia de bolo que conta com esses devoradores mastigando com toda a força.

Por outro lado, para quem aposta no refúgio das tumultuadas redes sociais atuais, a volta do Orkut pode ser algo que venha a valer a pena. Em um mundo tão incerto na internet, apostar no nostálgico pode ser algo tão revolucionário que, de forma até inusitada, pode vir a dar certo.

E se o Orkut realmente voltar, eu volto para ele, é claro. Porque eu sou velho e me alimento de nostalgia para sobreviver (admito).


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@oEduardoMoreira