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Os 47 anos da Microsoft

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Eu, você, a sua mãe e todos nós estamos envelhecendo rapidamente. E assusta pensar que a Microsoft já completou 47 anos de vida. E por não escrever nenhuma linha sobre isso em 4 de abril de 2022, estou aqui para falar algumas coisas sobre essa empresa longeva e absurdamente influente.

Os então jovens Bill Gates e Paul Allen inauguraram a Microsoft em 4 de abril de 1975 em Albuquerque, Novo México (EUA). Não, amigo leitor: não foi em Redmond, Washington, cidade que hoje é a sede da empresa. E o motivo para ficar no Novo México é estar na mesma cidade do seu primeiro grande cliente, a MITS (Micro Instrumentation and Telemetry Systems), criadores do Altair 8800.

Mas tem muito mais para falar desses 47 anos da Microsoft. E pouco mais de 500 palavras serão insuficientes para isso.

 

 

 

Escolhi ser “refém” da Microsoft

Sei que só deveria falar sobre como a minha vida foi afetada pela Microsoft quando a empresa completar os seus 50 anos de vida. E com certeza vou escrever sobre isso neste blog. Mas vale a pena dar algumas leves pinçadas sobre essa relação de amor e ódio com a gigante de Redmond.

Recentemente, descobri que a minha vida informática sempre esteve diretamente relacionada com a Microsoft. Desde os primórdios, pois sou um orgulhoso usuário de um MSX, que contava com o sistema operacional BASIC que, por sua vez, foi desenvolvido pela empresa de Bill Gates e Paul Allen.

Logo, ser “refém” da Microsoft é algo relativamente fácil para um cara da minha idade. Sem falar no fato que os computadores com os sistemas operacionais da empresa sempre foram mais acessíveis. Eu não tive a chance de usar por muito tempo o macOS, e só o fiz depois de adulto. Até por isso será muito difícil ter um MacBook Air, pois estou velho demais para passar por essa curva de aprendizado.

Aliás, estou ficando velho o suficiente para conhecer uma geração inteira de usuários de computado que não chegaram perto do Windows 3.1. Não estou falando das versões iniciais deste sistema operacional, mas da primeira versão que massificou este software em computadores pessoais.

Por outro lado, esse mesmo tempo utilizando os produtos da Microsoft me deram a maturidade sobre a necessidade em utilizar outras plataformas de software, o que me ajudou a ser um usuário de tecnologia mais completo que a média. O que acho ótimo, pois hoje ganho dinheiro com isso.

 

 

 

A Microsoft tornou o mundo da tecnologia mais “plural”

De forma irônica, é claro.

Todo o desejo de Bill Gates em destruir a concorrência dentro do seu segmento motivou os seus adversários a prosperar e crescer. Tá, todo mundo sabe também que Gates salvou a Apple da falência inclusive para ter com quem competir. Mas nem ele conseguiu destruir o Linux, e o Chrome OS conquistou o setor educacional de forma quase surpreendente.

Hoje, eu consigo aproveitar essa pluralidade ao utilizar esses diferentes sistemas operacionais no meu dia a dia. Usar plataformas como Android, iOS, Chrome OS, macOS, iPadOS, Linux e outras que não consigo me lembrar agora só foi possível porque o Windows existiu. Foi a Microsoft que me motivou a fazer mais, melhor e diferente diante de um computador.

Então, no lugar de ficar amaldiçoando a postura extremamente agressiva de Gates que, gostemos ou não, praticamente monopolizou um setor de tecnologia, pelo menos dessa vez vou reconhecer que, sem a Microsoft, eu estaria levantando uma laje de alguma cidade do interior de São Paulo (e não quero dizer que essa não é uma profissão digna). Talvez eu não teria sequer a capacidade de construir um blog minimamente organizado.

Quem sabe eu não estaria na internet como estou hoje, o que seria terrível para mim e ótimo para algumas pessoas.

Felizmente, tudo terminou da forma que conhecemos hoje. E os 47 anos da Microsoft mostra essa evolução como um todo, além do nosso envelhecimento inevitavelmente nostálgico.

Vou lá tomar o meu remédio para diabetes, um dos efeitos do envelhecimento.


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