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Os preços dos smartphones vão subir em 2022?

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Um novo ano começou, cheio de novos desafios e possibilidades. E muitas pessoas estão com algum tipo de expectativa para adquirir um smartphone novo em 2022, seja no começo do ano ou ao longo dos próximos meses.

Porém, o cenário econômico do Brasil ainda é muito complexo, tanto pela instabilidade política como do próprio setor de smartphones. A crise dos semicondutores ainda não acabou, e com a crise sanitária ainda não resolvida (e, dependendo da perspectiva assumida para abordar o problema, só tende a pior), não estamos no momento mais favorável par a compra de um telefone novo.

Logo, a pergunta é mais que razoável: os preços dos smartphones vão subir em 2022?

A seguir, algumas respostas.

 

 

 

Não temos chips neste momento

A escassez de chips, processadores e semicondutores que destaquei no começo do post é o primeiro e, talvez, mais crítico ponto para determinar uma resposta para a pergunta que começa pairar na cabeça de muita gente.

O mercado de smartphones ainda sente os reflexos da falta de processadores resultante da paralisação das fábricas no primeiro semestre de 2020 e, para complicar ainda mais a situação, algumas dessas mesmas fábricas começaram a fechar as portas novamente, já que a crise sanitária ainda não foi resolvida.

A Apple (por exemplo), reduziu a produção do iPad para garantir que mais unidades do iPhone chegassem ao mercado e, ainda assim, o telefone da empresa está esgotado em algumas versões em vários mercados.

E a Samsung também paralisou a produção de smartphones em algumas fábricas da Índia, para assim garantir a saúde dos seus funcionários.

Logo, não é difícil concluir que vão faltar chips e processadores nos próximos meses, e isso vai ajudar a inflacionar os preços dos smartphones que estão disponíveis no mercado. Mas este não é o único motivo que vai explicar a alta dos preços.

 

 

 

Uma crise energética em alguns países

Não é só o Brasil que precisa conviver com uma crise energética.

Países europeus e asiáticos estão sentindo os efeitos de uma crise energética pontual, e como as fábricas funcionam com energia elétrica, os preços de alguns produtos produzidos e/ou comercializados serão afetados pelo maior valor pago por essa energia.

O Brasil já tem que lidar com outros problemas, como aumento no combustível (o que afeta os valores de logística), a crise híbrida (que pode ser menos nociva este ano) e todo um cenário de instabilidade econômica. E todos esses fatores vão afetar no preço dos telefones comercializados por aqui.

Logo, a crise de energia elétrica da China não deve ter tanto impacto nos smartphones importados comercializados no Brasil. Mas não podemos descartar a possibilidade dos valores desses dispositivos sentirem também este impacto.

 

 

 

Os preços já começaram a subir

Enquanto estamos conversando virtualmente por este blog, é importante deixar bem claro que o aumento de preços já começou para alguns fabricantes.

Quem compra produtos da Xiaomi sabe muito bem disso. A marca está a cada ano mais cara e mais distante da ótima relação custo-benefício tão característica dos seus produtos nos seus primeiros cinco anos de vida. Algo óbvio de acontecer: se custa mais fabricar os seus componentes, os preços dos dispositivos vão subir.

E com menos componentes disponíveis no mercado, eles se tornam ainda mais caros para os fabricantes. E até na Índia foram registrados aumentos de preços, e este é um mercado estratégico para o aumento da popularidade da Xiaomi.

Vamos observar o comportamento do mercado nos próximos meses, mas tudo indica que os preços dos smartphones vai aumentar de forma considerável no Brasil. E, por incrível que pareça, Apple e Samsung não devem inflacionar tanto os seus valores, já que contam com margens de lucros muito maiores que a concorrência.

Mas… só o tempo vai mostrar a verdade. Por enquanto, tudo isso é apenas um exercício de futurologia.


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