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Ou virada, ou pipocada histórica na F1

Não consigo prever o futuro. Se conseguisse, a minha vida seria bem melhor do que é hoje. Mas posso dar os meus palpites, como qualquer mortal.

Ainda acho a missão de Max Verstappen muito difícil, mas não a considero como algo impossível. O piloto holandês precisa ser absolutamente perfeito para sair de 2025 como pentacampeão mundial de fórmula 1, e essa é uma tarefa complexa, até mesmo para ele.

Mas… quem duvida disso a essa altura do campeonato?

 

Max, uma evolução da espécie

Verstappen é um piloto que é sinônimo de evolução da espécie. Quando estreou, em 2016, cometia erros bizarros e gerava revolta no Galvão Bueno por conta de sua impetuosidade que flertava com a desonestidade.

O tempo deu amadurecimento para Max, que se tornou um piloto implacável, jogando duro com os adversários, mas beirando à perfeição em sua performance. Sem falar que sua mentalidade está muito mais para um estrategista do que para um intempestivo.

E como Max não tem absolutamente nada a perder ao tentar

 

Piastri precisa “se acalmar”

Quem certamente vai ter pesadelos com tudo isso é Oscar Piastri. Nem falo tanto do Lando Norris, porque ele já sabe como é ter que disputar um título mundial contra Max e, neste momento, está pilotando melhor que o australiano.

Para Piastri, tudo é inédito. Inesperado, talvez. Afinal de contas, por mais que ele seja um excelente piloto, jamais dimensionou disputar o título mundial tão cedo. Logo, é até normal ver ele entrando em parafuso neste momento. Aconteceu a mesma coisa com tantos outros que ficaram na mesma situação que ele.

O que mais pega para a McLaren é que a equipe “abandonou” o desenvolvimento do seu carro (principalmente quando concluiu que realmente venceria o campeonato de construtores), enquanto Mercedes e (principalmente) Red Bull seguiram avançando com os seus projetos.

O resultado disso é que Max Verstappen pode sim vencer todas as corridas e, ao mesmo tempo, a equipe de Toto Wolff ser uma pedra no sapato da McLaren em termos de performance.

Só não digo que isso vai acontecer porque a Mercedes jamais iria ferrar com a vida de sua parceira comercial.

 

Prefiro ser uma metamorfose ambulante

É claro que eu me permito a mudar de opinião, pois só pedra e gente burra ficam parados no mesmo lugar. Mas neste momento, quero acreditar que “as condições normais de temperatura e pressão” ainda vão prevalecer, e que esse enorme “sobrenatural de almeida” vai parar em algum momento.

Pelo menos até o GP do México, ainda vou acreditar na lógica. Oscar Piastri está na frente, e tudo o que ele precisa fazer é colocar a cabeça no lugar, ser mais rápido que Lando Norris e marcar Max Verstappen de perto. É o suficiente para que ele seja campeão mundial.

A missão do holandês ainda é muito difícil, e mesmo que sua pilotagem entre em modo f*d4=53 a partir de agora, ele mesmo sabe que não pode tentar correr ouvindo a trilha do Missão: Impossível em todas as provas.

E nem precisa fazer isso, já que a Red Bull aparenta ter o melhor carro do grid neste momento.

Por outro lado, se Max prevalecer no México, passo a acreditar na real possibilidade de testemunhar a maior virada da história da Fórmula 1 e, ao mesmo tempo, a maior pipocada de uma equipe em 75 longos anos dessa categoria de esportes a motor.

E os dois cenários serão deliciosamente apreciados por este que aqui escreve.