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Eu sempre achei o algoritmo do Facebook uma grande porcaria, e não adianta você querer me julgar ou me acusar de perseguição contra Mark Zuckerberg. Só estou dizendo a verdade, e é seu direito não concordar com ela, leitor terraplanista.

Porém, não dá para dizer que esse algoritmo é normal quando ele considera uma foto de uma cebola como um “conteúdo impróprio”.

Tá, português claro: o algoritmo do Facebook (aquela porcaria que só terraplanista defende) considerou como “conteúdo inapropriado” a foto de uma cesta de cebolas!

 

 

 

WTF, Zuckerberg?

 

Não é a primeira vez que essa algoritmo desenvolvido por chipanzés batendo tambores na abertura do Casseta & Planeta confunde alimento com órgão sexual. Antes, os emojis de berinjela eram considerados convites sexuais (o que não deixa de ter uma certa malícia no formato, mas não na objetividade do gesto).

Sem falar que o rei da hipocrisia censurou fotos de mães amamentando os seus filhos (algo natural entre os mamíferos, mas que seres humanos irracionais acham um absurdo) e até apagou a publicação da imagem do quadro A Origem do Mundo. Ou seja, o Facebook e o seu algoritmo desenvolvido por moralistas já vem errando faz tempo.

Agora, vem essa foto de uma cesta de cebolas, que só foi publicada porque o dono da mercadoria gostaria de comercializar cebolas para os seus contatos no Facebook, e não revelar um fetiche secreto onde mulheres com bafo de cebola são tão sexys quanto a Isis Valverde seminua pegando uma moeda que caiu no chão.

E mais bizarro que a minha comparação do parágrafo anterior foi a explicação oficial do Facebook: os algoritmos da rede social de Mark Zuckerberg consideraram a imagem da cesta de cebolas como “abertamente sexualizada”.

Ah, tá… a postagem em questão é essa aqui.

 

 

Minha cara é mais abertamente sexualizada que a foto de uma cesta de cebolas.

Obviamente, os memes não demoraram a chegar. E nem podem nesse caso, pois o Facebook pediu para virar piada global com essa censura. Porém, falando um pouco mais sério: o erro do algoritmo é mais uma prova cabal sobre como essa inteligência artificial desenvolvida pelos incompetentes programadores contratados pelo menino Zuck em troca de cafés no Starbucks acompanhados de shawarmas apimentados está bem longe de estar pronta para assumir a moderação de conteúdo da plataforma sem uma revisão ou supervisão humana.

Obviamente, o Facebook não explica se o “abertamente sexualizada” da categorização da foto foi por causa da imagem em si, ou porque o anúncio da Gaze Seed Company descrevia que as cebolas eram “extremamente doces, suaves e grandes”. Só se o algoritmo sonha com uma mulher ou homem que preencha tais quesitos e não quer confessar para a gente.

O Facebook simplesmente notificou a conta que publicou a imagem, com essa desculpa, eliminando a postagem.

 

 

 

São humanos que programam essa bagaça

 

Por fim, não adianta me xingar para defender os erros cometidos pelo Facebook e seu algoritmo imbecil. São humanos que programam esses softwares, mostrando exatamente o que essas ferramentas precisam aprender.

Você até pode relativizar o racismo do algoritmo do Twitter, já que ninguém se importa com o preto mesmo (isso mesmo, #militância). Porém, vou defender com a minha própria vida a honra da cebola, que não pode ser confundida com peitos e bundas por uma máquina.

Qualquer ser humano de bom senso verá que são apenas cebolas na foto.

Menos os terraplanistas, é claro.

 

 

Via Futurism


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