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Em fevereiro, os CEOs da Apple (Tim Cook) e da Samsung (Oh-Hyum Kwon) vão se reunir de forma oficial e pacífica, para discutirem suas diferenças na famigerada “guerra de patentes”, e tentar resolver as questões pendentes sobre assunto, para que as duas empresas possam voltar as suas atenções, esforços e investimentos para o que realmente importa: o desenvolvimento de novos produtos. Porém, a questão já começa a tomar tons menos diplomáticos, o que indica que tal negociação não será nada amistosa.

As fontes próximas ao assunto (o amigo do amigo, como alguns dizem) já informam que a Apple exige que, seja lá qual for o acordo estabelecido entre as duas empresas, que um dos termos que precisa estar presente na papelada conciliatória basicamente condicione a Samsung a “não copiar os seus produtos”.

Quando eu li isso, eu pensei: “como fazer os coreanos a agirem contra a sua natureza?” Tá, estou zoando. Até porque eu entendo que em muitos pontos que a Apple acusa a Samsung como “cópia”, não é. E, mesmo se fosse, a Apple não pode reclamar, pois a mesma também copia muita coisa dos seus concorrentes. Ok, talvez a questão esteja no pagamento pelo direito de copiar, mas isso é outra história.

De qualquer forma, a Apple dá um claro indício que quer um acordo, e o que quer para esse acordo seja estabelecido. A questão não é mais o dinheiro que uma empresa pode passar para a outra (até porque as duas não se importam muito em perder US$ 1 bilhão em multas por patentes violadas), mas sim o simples fato de garantir as propriedades criativas de suas soluções.

Esse tipo de acordo, na época de Steve Jobs, sequer seria especulado. O sonho de Jobs era ver a Samsung fechando as portas, e a mãe dos executivos rodando bolsinha na esquina para pagar as multas para a Apple. Porém, desde o início de sua gestão como novo CEO da Apple, Tim Cook tem um tom mais conciliador, buscando um entendimento maior com o principal concorrente (que antes era tratada como inimiga mortal).

Até porque eu entendo a filosofia Tim Cook. Ele fuma um baseado, e fala para si mesmo: “tranquilo, nós temos o nosso público, eles tem o público deles, e podemos coexistir pacificamente”. Tudo bem, tem gente que entende que Cook está errado em pensar assim, e que a Apple deveria aniquilar a Samsung enquanto tem chance. Eu discordo. Eu prefiro a competição saudável do que a remoção de produtos do mercado por causa de elementos da interface de usuário que são parecidos com aquela presente no concorrente.

Então… eu sei que esse blog não é lido por ninguém. Mas quem sabe esse post não chega até o amigo Oh-Hyum Kwon, e com a ajuda do Google Translator, ele não lê a mensagem a seguir:

Aí, Samsung… é só usar a criatividade para funcionar! Se distancia o máximo possível do design dos produtos da Apple, coloca um monte de recursos que trabalham com os milhões de sensores do smartphone (recursos esses que, por sinal, a maioria das pessoas não usam), investe um pouco mais naquela porcaria de interface chamada TouchWiz… e pronto! A Apple para de encher o saco, e o mundo volta a ser um lugar melhor para se viver!

Bom, tentei. Em fevereiro, veremos o resultado desse encontro de comadres. Se os deuses da tecnologia deixarem, OS DOIS EXECUTIVOS terão juízo, e essa Guerra de Patentes finalmente chega ao fim.

Tenho poucas esperanças, mas ficarei na torcida.


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