
Para quem realmente acreditou que era o fim da McLaren depois das mudanças de diretiva técnica sobre a fiscalização da flexibilização das asas dianteiras, só posso dizer que suas crenças são um tanto quanto equivocadas.
A McLaren dominou completamente o final de semana na Espanha, com Oscar Piastri se recuperando no campeonato e vencendo a corrida, seguido por seu companheiro de equipe, Lando Norris.
Um 1-2 esperado para a equipe de Zak Brown. E todo mundo fica com a impressão de que foram as demais equipes que saíram perdendo com uma maior rigidez na verificação das asas, e não a McLaren.
A vantagem nunca foi na asa

Até pode ser que as asas dianteiras da McLaren estivessem realmente flexionando um pouco além da conta. Porém, fica evidente de que essa não era a principal vantagem desse carro, que nasceu muito bem concebido.
Já entendemos que o desgaste de pneus da McLaren é menor que a concorrência, principalmente em função da gestão de temperatura, tanto da borracha quanto dos freios.
E isso é fato relevante, a ponto da Red Bull levantar dúvidas na FIA sobre a legalidade desses componentes, e nada ser comprovado.
Aliás, a equipe dos energéticos foi além, apelando para a instalação de câmeras térmicas apontadas para a equipe rival, apenas para entender como que os adversários gerenciam a temperatura dos pneus.
Não julgo a estratégia. Dá para dizer que é desespero de causa, mas não que é algo ilegal.
E, mesmo assim, não devem ter encontrado nada de relevante para ser copiado ou protestado como ilegal.
Pintou o campeão?

Faz tempo!
Tá na cara que a McLaren vai vencer nos construtores em 2025. A partir de agora, com a comprovação de um carro superior aos demais, será uma questão de tempo. Só resta saber quando isso vai acontecer.
A conquista antecipada do título de construtores vai deixar a McLaren mais tranquila como um todo para liberar os seus pilotos para a disputa do campeonato individual. É um problema a menos para Zak Brown administrar.
Tudo o que ele não queria era ter que escolher qual dos dois líderes do campeonato apoiar. Por ele, que os dois se matem na pista, mas que não o obriguem a ter que escolher por isso.
E para Oscar PIastri e Lando Norris, pouca coisa mudou.

Piastri reagiu em relação aos resultados ruins das últimas corridas. E Norris mostrou que sua melhora é algo consistente, e não uma pontualidade circunstancial em função da queda de performance do companheiro de equipe.
São 10 pontos de diferença entre os dois, e em uma Fórmula 1 que é tão volátil em termos de desempenho para praticamente todos os carros, podemos dizer que é um empate técnico que ainda pode ser resolvido dentro de pista.
A próxima etapa no Canadá será mais importante do que parece.
A McLaren pode consolidar de vez sua dominância em relação aos demais. E tanto Piastri como Norris podem conquistar pontos importantíssimos para o campeonato de pilotos.
O que é certo neste momento é que o novo campeão da Fórmula 1 não vai beber uma latinha de energéticos quando conquistar o título.
Ou pode até ser uma latinha de Monster Energy, que não dá asas.
Via Formula1.com

