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PIX: o Brasil finalmente digitalizou o seu dinheiro

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Mais uma vez, eu pergunto: como foi possível viver até hoje em um mundo civilizado sem o PIX?

A nova ferramenta de pagamentos digitais desenvolvida pelo Banco Central do Brasil é simplesmente espetacular. Não mais depender da burocracia bancária e poder realizar pagamentos e transferir quantias financeiras para qualquer pessoa, 24 horas por dia, 7 dias por semana é, basicamente, um sonho se tornando realidade.

O movimento da digitalização do dinheiro é global e irreversível. E entendo que o PIX não apenas vai matar o DOC e o TED, o que vai deixar muitos bancos um tanto quanto tristes por não mais poderem ver parte do nosso dinheiro na mão deles.

Acredito, de verdade, que o PIX vai acabar com o papel moeda, de uma vez por todas.

 

 

 

É uma questão de tempo

 

A digitalização do dinheiro não está acontecendo só no Brasil. O Japão vai começar a implantar em 2021 o iene digital, com o objetivo de eliminar o papel moeda no país. É um processo lento e gradual, mas que deve se tornar efetivo com o passar dos anos.

Antes mesmo do PIX, muitos usuários da geração digital já estavam se acostumando com a digitalização do dinheiro, com os diferentes sistemas de pagamento via plataformas virtuais e aplicativos para smartphones. O caminho estava pavimentado com serviços como PayPal, Google Pay, Apple Pay e Samsung Pay.

Isso estava tão evidente, que Apple e Samsung decidiram virar fintechs, com contas digitais e cartões de crédito próprios. Ambas entenderam que essa era mais uma forma de capitalizar em cima dos seus usuários onde, na pior das hipóteses, poderiam agregar valor pelo maior número de usuários dentro de um mesmo serviço.

 

 

 

No Brasil, todos querem ser fintech

 

De forma curiosa (ou não), o Brasil entrou de cabeça na digitalização do dinheiro, com vários tipos de serviços se transformando em fintechs e/ou bancos digitais. Principalmente no caso das operadoras de telefonia móvel: ou passaram a oferecer serviços bancários, ou fecharam parcerias para se tornarem bancos.

Até mesmo lojas de departamentos lançaram os seus bancos digitais, com o objetivo de atrair um consumidor que não tinha conta bancária. Tudo bem, a Caixa criou quase 100 milhões de contas digitais para quem não tinha conta alguma para receber o Auxílio Emergencial. Mas esse processo já estava em curso a algum tempo.

Logo, não é difícil prever que o PIX vai acabar com o dinheiro impresso. É prático, é seguro (até segunda ordem) e é uma tendência global. De forma inevitável, vai mudar a forma em como o brasileiro se relaciona com o seu dinheiro, deixando todas as relações comerciais mais flexíveis, modernas e práticas.

Obrigado PIX pela graça alcançada!


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Publicado emTecnologia