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Eu estou na praia nesse momento. Na verdade, não estou literalmente na praia porque está chovendo, mas saí do perímetro urbano para respirar outros ares. Mas a chuva até que foi bem vinda, pois assim me sinto menos culpado por não sair para pegar um sol no dia do lançamento do tão esperado POCO X2.

O Pocophone F1, uma “experiência” da Xiaomi em entregar um smartphone com um processador top de linha em um corpo com sérias restrições orçamentárias (mas com alguns itens bem vindos e até surpreendentes, como nos casos da autonomia de bateria e sensores de câmera), deu muito o que falar por um bom tempo. Muito se discutiu a validade dessa iniciativa, principalmente por aqueles que chamavam o modelo de “top de linha”, mesmo sem ser.

Agora, parece que a POCO (by Xiaomi – como empresa independente) deixou tudo um pouco mais claro, e podemos posicionar o POCO X2 como um smartphone de linha média premium sem medo de errar. Alguns certamente vão chamar o modelo de Redmi K30, e não estão errados. Afinal, esse é um caso de “cara de um, focinho do outro”, com algumas pequenas mudanças para que o modelo acompanhe as tendências de mercado para 2020.

 

 

POCO X2 chega para brigar pelo seu coração

 

 

Muitos usuários de tecnologia e clientes da Xiaomi em potencial vão simplesmente amar o POCO X2, especialmente por causa dos preços sugeridos pelo dispositivo. O modelo mais completo (com 8 GB RAM + 256 GB de armazenamento) custa 254 euros. Ou seja, o sucessor do Pocophone F1 se ajustou nas configurações para entregar um preço ainda mais competitivo.

Começo a me perguntar seriamente se os gamers vão sentir tanta falta assim do Snapdragon 855, um dos chips mais potentes da Qualcomm e que será considerado “desatualizado” quando o Snapdragon 865 chegar. É preciso pensar que o POCO X2 recebe o Snapdragon 730G, que tende a entregar um desempenho excelente e até mais eficiente nos jogos do que os chips mais parrudos da geração anterior da Qualcomm.

E aqui está um dos segredos desse primeiro smartphone da POCO: entregar um hardware mais novo e que segue as tendências de mercado para 2020.

 

 

Outra prova do que eu estou falando é a tela com taxa de atualização de 120 Hz. Ninguém vai se importar se essa é uma tela LCD (em um mundo onde as telas AMOLED e OLED devem dominar para os modelos premium), desde que essa tela entregue imagens mais fluídas nos jogos que o smartphone vai rodar.

E nas câmeras, o que dizer? Quatro sensores fotográficos, sendo o principal um sensor Sony muito competente com generosos 64 MP de resolução e abertura f/.189 (tá, o tamanho aqui não importa, pois uma série de fatores de hardware e software interferem… mesmo assim…), o que está de bom tamanho para quem quer “apenas” um smartphone que registre fotos excelentes.

 

 

E no final…

 

 

O POCO X2 parece ser um ótimo smartphone de linha média premium, que deve dar trabalho para a concorrência. Seu conjunto é muito bem ajustado para oferecer a melhor relação custo benefício possível, e não deve decepcionar a ninguém.

E o mais importante de tudo isso: reforça ainda mais a ideia de não mais ser necessário vender um rim no mercado negro para ter um ótimo smartphone para chamar de seu.


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