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Por que a Apple não quer o USB-C no iPhone?

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“Porque a Apple é fresca” não é uma resposta válida (e, se fosse, acabaria com este post logo de largada).

A Apple enfrenta uma batalha titânica com as autoridades europeias, que desejam (de forma justa) que os fabricantes de smartphones adotem um único sistema de recarga para os seus dispositivos.

Apesar de considerar a gigante de Cupertino a grande vilã nessa história, não posso deixar de observar que ela tem os seus motivos para remar contra a maré. Mesmo que esses motivos não sejam justos.

Neste post, vou comentar os argumentos da Apple para rejeitar o USB-C no iPhone. Até mesmo para que você possa criticar a empresa pela sua visão de mundo com propriedade.

 

 

 

Money… dinheiro…

Esse é o principal motivo, e nem poderia ser diferente. Afinal de contas, é o dinheiro que faz o mundo girar, mesmo que você, querido leitor comunista ou socialista, não concorde com isso.

A Apple tenta lucrar a todo custo e, para isso, trabalha nas sombras e nos mínimos detalhes. Pode não parecer, mas a simples presença de um conector Lightning em um iPhone é um ótimo negócio para a empresa.

E o motivo é bem simples: o lucro dos direitos autorais.

Para cada fabricante que decide desenvolver um acessório para um iPhone ou produto Apple que conta com um conector Lighting, essa empresa paga uma porcentagem dos seus lucros para a gigante de Cupertino.

Se o iPhone, que é o produto mais vendido da Apple, mudar para o conector USB-C, a empresa deixa de lucrar com esses direitos autorais, já que não existe o pagamento de royalties para o desenvolvimento de acessórios com o conector universal.

E os usuários Apple precisam manter o leite que o Tim Cook bebe com cookies (#trocadalho) todas as noites, certo?

 

 

 

A União Europeia pressiona

A União Europeia está fazendo a sua parte para tentar salvar o mundo das garras capitalistas da Apple, e aprovou recentemente uma lei que faz da porta USB-C como a padrão em todos os dispositivos eletrônicos que serão comercializados no continente em um futuro próximo.

E essa decisão inclui, obviamente, os smartphones e telefones móveis.

Ou seja, pelo menos na Europa, a Apple será obrigada a deixar os conectores Lightning de lado para começar a comercializar o iPhone com a porta USB-C para cumprir a decisão.

A Apple se defende, alegando que a decisão interfere no fator de inovação e desenvolvimento tecnológico, afetando de forma decisiva a vida dos consumidores.

Sinceramente? A mudança não vai afetar em nada na minha vida. Ou melhor, vai melhorar substancialmente a relação que tenho com os meus gadgets.

Os fabricantes terão dois anos para adaptar os seus dispositivos à nova lei. E o relógio está correndo para a Apple.

 

 

 

Existem outras alternativas?

Bom, para a Apple resta dois caminhos.

Ou aderir ao USB-C ou eliminar de vez a recarga por cabo, lançando um iPhone com recarga 100% sem fio.

Sobre o fator de “inovação”, a Apple se esquece que a tecnologia Lightning fica atrás da USB-C em todos os aspectos, principalmente naquilo que mais interessa para a maioria dos usuários: no tempo de recarga.

O USB-C carrega a bateria mais rápido e transfere os dados em uma velocidade maior que o Lightning. Sem falar no custo menor da tecnologia universal.

Por isso, termino este post dizendo: “obrigado, Europa, pela graça alcançada!”

E a Apple que lute com seus argumentos falidos.


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