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Por que a Microsoft rejeitou esses ícones para o Office?

A Microsoft lançou recentemente uma nova identidade visual para o seu pacote Office, apresentando ícones mais curvilíneos, coloridos e modernizados. E para chegar neste resultado, a equipe de design teve que passar por vários conceitos, com muitas ideias descartadas ao longo do caminho.

A revelação desses protótipos oferece uma ideia do processo criativo e das direções estéticas que a empresa considerou antes de definir a aparência de suas ferramentas mais ubíquas. A transição para os novos ícones mostra como a Microsoft buscou uma estética mais fluida e contemporânea que se alinhe com as interfaces de usuário atuais.

Vamos conhecer como eram os ícones descartados, e tentar entender por que a Microsoft não aproveitou essas ideias.

 

O processo criativo por trás da renovação visual

A equipe de design da Microsoft empreendeu um extenso trabalho para reimaginar os ícones do Office, procurando equilibrar a modernidade com o reconhecimento instantâneo que os usuários têm com os aplicativos.

Durante esse período de experimentação, diversos caminhos foram explorados, alguns dos quais remetiam a designs anteriores, como os icônicos ícones do Office para Mac do passado.

A Microsoft procurava a inovação, mas sempre mantendo a herança visual da marca. O objetivo não era apenas mudar por mudar, mas sim criar uma linguagem visual coesa que representasse a evolução das ferramentas, que hoje são muito mais colaborativas e integradas do que em suas versões iniciais.

A complexidade de redesenhar ícones para produtos usados por bilhões de pessoas reside em manter a familiaridade enquanto se introduz frescor.

 

Os conceitos rejeitados para o Word, Excel e PowerPoint

Dentre os ícones que não viram a luz do dia na versão final, destacam-se algumas abordagens intrigantes para os principais aplicativos do Office.

Para o Word, por exemplo, a Microsoft explorou conceitos que se assemelhavam a blocos de notas físicos, pilhas de papel ou documentos. Houve também variações em como a letra “W” seria incorporada ao ícone: em alguns protótipos, a letra era proeminente, em outros, mesclava-se com o design de fundo ou era completamente ausente.

O design final acabou optando por um ícone com três barras horizontais, em vez de quatro, e é implementado com e sem a presença da letra “W”, dependendo da plataforma.

No caso do Excel, a experimentação focou intensamente no uso de células, um elemento gráfico intrinsecamente ligado à função da planilha.

Embora muitos conceitos não se desviassem drasticamente do que a Microsoft já havia estabelecido ou eventualmente finalizou, um ícone específico em formato de “X” foi notado como uma alternativa interessante.

A consistência no tema das células mostra a importância de elementos gráficos que comunicam a função do aplicativo de forma imediata.

Para o PowerPoint, a Microsoft buscou diversas maneiras de representar visualmente o conceito de “slides”. Alguns designs focaram nas letras, transformando um “P” em uma forma de fita ou combinando-o com gráficos de pizza.

O ícone final, no entanto, optou por uma versão mais suavizada, arredondada e colorida do seu antecessor, mantendo uma clara ligação com o design existente, mas com um toque de modernidade.

A escolha de manter uma certa continuidade é estratégica para não alienar usuários habituados aos designs anteriores.

 

Via Medium (Microsoft), The Verge