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Por que a tequila do Elon Musk não pode se chamar Teslaquila?

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Não faz muito tempo que eu escrevi neste blog sobre uma das invenções de Elon Musk que são a materialização de todo o tempo livre que ele tem na vida (somado com a quantidade absurda de drogas pesadas que ele usa), que é a tequila da Tesla. Naquela época eu disse que a ideia era absurda, já imaginando que alguém poderia parar com essa insanidade.

Na verdade, nem dava para saber direito se Elon realmente iria lançar uma tequila com o rótulo de sua marca de carros elétricos. Tudo o que ele fez foi publicar uma fotos de uma garrafa estilizada e com design ousado/irreverente em sua conta no Twitter, anunciando o lançamento da bebida, que teria um preço caríssimo e inalcançável para a maioria de nós, meros mortais.

Pois bem, a tal da Teslaquina (o nome ridículo que Elon Musk deu para a bebida) não deve sair da imagem publicada no Twitter, já que o México decidiu ouvir os meus apelos mentais e proibir o dono da Tesla de lançar essa bebida de gosto e caráter duvidoso.

 

 

 

Existem regras para lançar tequila, Elon Musk!

 

Tudo aconteceu em 6 de novembro de 2020, mas só veio à tona agora porque o mundo estava preocupado demais com outras coisas (como, por exemplo, encontrar uma vacina) para se preocupar com Elon Musk e a sua tequila. De qualquer forma, os veículos de tecnologia ao redor do mundo estão compartilhando o drama da Teslaquila, que é digno de uma novela mexicana.

Se você não sabe (e agora vai ficar sabendo), a origem do termo Tequila vem da cidade mexicana de Jalisco. Lá, está a sede do Conselho Regulador da Tequila (CRT), entidade encarregada de cuidar da produção e dos interesses do setor produtivo dessa importante bebida do agronegócio local.

Entre outas atividades, o CRT é a responsável por cuidar da denominação de origem da bebida. Isso acontece para evitar os problemas que a Champanhe sempre passou ao redor do mundo, pois antes qualquer Cidra Cereser era chamada de Champanhe, quando só as bebidas produzidas naquela região da França correspondente à origem do nome podem receber essa nomenclatura.

No caso do CRT, ele precisa cuidar do uso da palavra Tequila e de suas variantes. E só podem ser registradas e utilizadas com este nome as bebidas cujos produtores são membros desse conselho. Baseado nisso, a entidade utilizou as suas contas oficiais nas redes sociais para dizer o que pensa sobre a Teslaquila de Elon Musk:

 

“Elon Musk foi vinculado com sucesso à cadeia produtiva agave-tequila e desde fevereiro deste ano foi autorizado pelo Instituto Mexicano de Propriedade Industrial (IMPI) para o uso da Denominação de Origem Tequila.

Sua marca Tesla agora faz parte das mais de 1.800 marcas certificadas de Tequila no México e no exterior que aderem e cumprem o padrão da bebida mexicana por excelência. Saúde”.

 

Traduzindo: Elon Musk, que conta com uma concessionária da Tesla Motors na cidade de Jalisco, estabeleceu vínculos efetivos com o CRT. Porém, não foi autorizado para usar o nome Teslaquila, porque sua pronúncia é muito similar ao termo Tequila.

Sabe como é… os consumidores podem ficar confusos, e isso viola as regulamentações do CRT. E só por causa disso, essa tequila do Elon vai ter que se chamar apenas Tesla, mesmo com a bebida contar com as certificações de origem.

E é isso. Pode voltar a viver sua vida normalmente.

 

 

Via The Verge


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Publicado emVariedades