É a pergunta que não quer calar nas últimas horas: por que chamam Haddad de Andrade?

Antes de mais nada, é preciso esclarecer que esse post não é sobre política. Você pode até achar que não, especialmente se você visitar esse post na véspera do segundo turno das eleições de 2018 (depois disso, nem fará muito sentido). Mas eu falo sério quando digo que este post não é sobre política, mas sim sobre uma importante questão que está tirando o sono de algumas pessoas.

Inclusive o meu sono.

Se bem que eu entendo perfeitamente a problemática da questão. Haddad é realmente um nome difícil de se pronunciar para algumas pessoas. Na verdade, para várias. As pessoas que não estão acostumadas com a repetição de consoantes nas palavras e/ou nomes próprios (ou sobrenomes nesse caso) invariavelmente vão acabar se atrapalhando com nomes assim.

Mas… Por que chamam Haddad de Andrade?

Tem uma explicação.

Fernando Haddad é mais conhecido pelo eleitorado paulista. Afinal de contas, foi prefeito da maior cidade do Brasil por quatro anos. E como esse post não é sobre política, eu encerro esse parágrafo por aqui.

Ok, ele poderia ser mais conhecido ao redor do país porque já foi Ministro da Educação. Mas não é o que acontece. Ele é realmente bem desconhecido do grande público.

E conforme vamos avançando para o interior do Brasil, percebemos claramente como as questões de regionalismos e diferentes entendimentos idiomáticos acabam afetando na pronúncia dos nomes.

Isso, e o fato de Fernando Haddad ser um ilustre desconhecido em vários estados brasileiros.

E o resultado é esse: Haddad vira Andrade em alguns lugares.

De novo: não podemos culpar as pessoas por isso. Independente de qualquer questão conceitual e circunstancial para determinar alguns posicionamentos, é fundamental dizer que não dá para culpar as pessoas por falar um nome errado de uma determinada pessoa. Vários são os motivos para isso acontecer.

Mas não deixa de ser curioso em como um som de uma palavra pode mudar muita coisa nos seus efeitos práticos.

Viu? Prometi e cumpri. Esse post não foi sobre política! Yay!