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Muitos de nós sonhamos, e são vários sonhos durante o sono. E os sonhos sempre foram fonte de real interesse por parte da ciência. E um estudo do Centro de Investigação de Neurociência de Lyon (França) decidiu investigar os mistérios do subconsciente.

 

 

 

Dormir e o mistério de sonhar

 

 

Geralmente é difícil lembrar dos sonhos tão logo despertamos. Porém, essa é uma tendência que acontece na maioria das pessoas. Já outras recordam esses filmes de ação vividas no subconsciente durante a noite.

O estudo publicado em 2015 revela que o ato de sonhar está diretamente relacionado com a audição: enquanto uma pessoa está sonhando, ela pode registrar um elevado estímulo auditivo.

Em compensação, essas pessoas apresentam uma maior vigília dentro do sono habitual, mostrando um aumento na atividade auditiva. Uma série de testes em voluntários ajudaram os cientistas a alcançarem os resultados do estudo.

Os participantes ouviram um conjunto de sons pela noite, e suas atividades cerebrais foram registradas. Os dados mostram que os estímulos auditivos entregam uma maior atividade na zona do cérebro que ativa o sonho.

 

 

Por outro lado, os especialistas notaram uma diminuição de atividade na zona pré-frontal do cérebro, que é onde se registra as atividades pensantes enquanto estamos acordados. Logo, o estudo conclui que a resposta cerebral maior aos estímulos auditivos enquanto uma pessoa dorme condicionam também o seu despertar.

A situação pode ter uma relação direta com o motivo pelo qual as pessoas não lembram dos seus sonhos em determinadas situações. A excitação (auditiva ou de outro tipo) sofrida no processo é um parâmetro considerado crítico para que algumas pessoas se lembrem bem de um sonho durante o sono.

 

 

 

Sonhos são difíceis de serem recordados

 

 

Por outro lado, a ciência já sabe que uma das últimas regiões do cérebro a diminuir a sua atividade é o hipocampo. Esta estrutura do cérebro está inserida dentro do lóbulo temporal, através de cada córtex cerebral. Uma de suas principais funções é apoiar o sistema límbico, onde se encontram alguns estímulos importantes.

Entre eles estão a memória, o aprendizado, emoções e outros. Como este é o local do cérebro que é o último a reduzir a sua atividade ao dormir, também é o último a despertar. E enquanto estamos despertando, é relativamente normal lembrar de algumas imagens dos sonhos, mas não de todo o sonho.

De acordo com o psicólogo Thomas Andrillon, esse pode ser outro motivo pelo qual muitos se lembram de alguma coisa do que sonharam logo depois que acordam. O hipocampo é o encarregado de armazenar a memória em curto prazo.

 

 

Porém, o cérebro não pode armazenar essa informação por muito tempo. O principal órgão do corpo humano foi criado para dar ênfase para as atividades do dia a dia (e armazenar tais instruções recorrentes), mas não para recordar os sonhos. Porém, em muitos casos, o hipocampo simplesmente não descansa por completo enquanto dormimos. E é aqui que lembramos dos sonhos.

Ou seja, se você é uma daquelas pessoas que não conseguem se lembrar dos sonhos (e quer se lembrar), ou quer manter essa capacidade que não é para a maioria, a melhor forma é estimular o hipocampo através dos estímulos auditivos.

E boa viagem!

 

 

Via Frontiersin, LiveScience


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