Ontem (4) o Oscar 2018 deu um prêmio para o jogador de basquete/lenda da NBA Kobe Bryant, por causa do seu curta de animação chamado ‘Dear Basketball’.

O curta foi baseado em uma carta que Bryant escreveu para anunciar a sua aposentadoria do esporte.

O mais legal de tudo isso é que a carta é tão tocante, que mostra de forma direta como você deve sentir e agir diante de algo que você ama muito na vida.

Os títulos e os troféus não são prova que você é um vencedor.

Ter a paixão de acordar todos os dias, superando dores e dificuldades para fazer o que ama… é a maior prova que você venceu na vida.

A seguir, a carta de Kobe Bryant, na íntegra (e devidamente traduzida). Vale para todos nós.

 

“Querido Basquete,

Desde o momento em que comecei a enrolar as meias do meu pai, arremessando de forma imaginária arremessos da vitória no Great Western Forum, sabia que uma coisa era real: Eu me apaixonei por você.

Um amor tão profundo, que me entreguei por completo. Da minha cabeça e meu corpo ao meu espírito e alma.

Um garoto de seis anos de idade se apaixonou profundamente por você. Nunca vi o fim do túnel. Apenas me vi saindo de um. Então, eu corri. Corri para cima e para baixo em todas as quadras. Atrás de qualquer bola perdida por você. Você me pediu raça, eu dei meu coração, porque veio com muito mais.

Joguei cansado e machucado. Não por causa do desafio, mas porque você pediu. Fiz tudo por você, porque isso é o que se faz quando faz com que se sinta vivo como você fez comigo.

Você realizou o sonho de um menino de seis anos de ser um Laker. E sempre vou te amar por isso. Mas não posso te amar obsessivamente por muito tempo. Esta temporada é tudo que me restou para dar. Meu coração pode manter a batida, minha cabeça pode lidar com a rotina, mas meu corpo sabe que está na hora de dizer adeus.

E tudo bem. Estou pronto para ir. Só quero que você saiba para que nós possamos gravar todos os momentos que vivemos juntos. Os bons e ruins. Nós demos um para o outro tudo que temos.

E nós sabemos, não importa o que farei depois, sempre serei aquele garoto, com aquelas meias enroladas, lata de lixo no canto, cinco segundos no relógio e bola na minha mão, 5 … 4 … 3 … 2 … 1.

Te amo para sempre, Kobe”