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Eu tive que pesquisar nos meus dois blogs para descobrir se em algum momento da minha vida eu falei bem ou mal do Surface Neo para definir se estou ou não me importando com a decisão da Microsoft em dar uma bela arregada para a concorrência e não mais lançar o produto.

Tudo bem, eu preciso ser um pouco mais racional na minha avaliação. Afinal de contas, o ano de 2020 foi absurdamente imprevisível em todos os sentidos, e é compreensível que a Microsoft tenha tomado a decisão em não se aventurar em um produto que não tem certeza se terá todo o apelo de mercado necessário para obter vendas que justifiquem a sua existência no mercado.

Mas… e quando marcas concorrentes decidem dar o passo? Como é que fica?

 

 

 

Microsoft ficou com medinho da Lenovo?

 

 

A Lenovo não teve medo do fracasso, e decidiu anunciar recentemente a versão final do seu notebook com tela dobrável que foi apresentado no primeiro semestre do ano passado. E esse produto era um concorrente direto do Surface Neo da Microsoft.

Existem diferenças pontuais nos dois projetos. Enquanto que a Lenovo contava com uma tela dobrável (que se dobrava ao meio para fechar o portátil), o Surface Neo contava com duas telas divididas por uma dobradiça, o que permitia que o notebook se transformasse em um tablet.

Os dois conceitos até que me agradam, mas é indiscutível que a proposta da Lenovo era mais avançada nos aspectos tecnológicos, já que contava com uma tela flexível, e essa é uma verdadeira inovação nesse formato de produto. Já o Surface Neo contava com duas telas, com uma dobradiça dividindo as duas partes do produto.

De qualquer forma, gostaria de ter visto o Surface Neo chegando ao mercado, mesmo com algumas dúvidas sobre essa proposta de notebook com duas telas. Ainda não acho a coisa mais prática do mundo digitar em uma tela. Sem falar que o software precisa estar bem preparado para oferecer a melhor experiência de usuário possível.

E aí é que está o S (de Surface) da questão…

 

 

 

O Windows 10X estava pronto?

 

 

Parte do sucesso do Surface Neo passava pelo quão pronto poderia estar o Windows 10X. E a impressão que fica é que o sistema operacional ainda está inacabado. E começo a ter dúvidas sérias se essa versão vai chegar ao mercado.

Já a Lenovo não quis esperar pela Microsoft. Utilizou o suporte base do Windows 10 até o ponto que seria possível e, no final das contas, adicionou soluções próprias de interação e produtividade ao sistema operacional em dispositivos com telas sensíveis ao toque, e seguiu em frente para ser a pioneira no segmento de notebook s com telas dobráveis.

É uma pena que o projeto do Surface Neo não avançou. Eu gostava dessa proposta, e gostava da forma em como ela se apresentava ao grande público. Poderia não ser o melhor produto para mim no que se refere à produtividade (a não ser que o software me convencesse de vez, tal e como fizeram os teclados virtuais nos smartphones), mas ao menos seria uma alternativa bem interessante para estudantes e executivos que precisam de uma maior versatilidade no equipamento informático.

E o menino Surface Neo vai embora. E eu quase não me lembrava mais dele.

Sinal dos tempos.


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