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Eu não odeio cerveja. E nem posso dizer que sinto ódio por bebida alcóolica. Aliás, é preciso muita coisa para despertar em mim o ódio por alguém ou por alguma coisa (e algumas pessoas e coisas conseguem isso ultimamente…). Simplesmente não gosto de bebidas alcóolicas. Ponto.

O que eu não gosto mesmo é do gosto de bebida alcóolica. Literalmente, não me desce (sem trocadilhos, por favor). Já passei vergonha em um evento chique da HBO porque eu devolvi para a taça um champanhe seco finíssimo, mas que foi lindamente rejeitado pela minha língua.

Problema meu. Coisa minha. Me deixa!

Mas reconheço que a cerveja é uma das bebidas mais populares do planeta. Existem milhares de marcas e diferentes tipos, para atender a todos os gostos. Sem falar nos festivais de cerveja ao redor do mundo, que fazem com que essa cultura gastronômica seja disseminada mais do que a fake news enviada pela sua tia via Zap Zap (até porque o WhatsApp cortou o barato dela recentemente).

Não importa se você bebe cerveja quente ou fria. Fato é que esta é uma bebida que agrada a (quase) todo mundo. Porém, muita gente se deparou em algum momento com algum esquisitão que mandou a seguinte frase:

 

“Eu odeio cerveja. Não gosto do sabor”.

 

Se esse esquisitão foi eu, lamento: você perdeu a chance de me conhecer melhor.

E quero dizer que existe uma explicação científica para que eu não seja considerado um esquisito por você.

 

 

 

Dois ingredientes que podem estragar tudo

 

Toda e qualquer cerveja que preste precisa ter dois ingredientes que são indispensáveis na sua composição e preparação: o lúpulo e a levedura.

O primeiro nasce de uma planta, e é ele que dá o toque amargo para uma cerveja. Dependendo do seu uso, é possível ajustar a intensidade desse gosto amargo. Já a levedura é o que produz o sabor particular da bebida durante a sua fermentação. Esse é o ingrediente que ajusta o teor alcoólico da cerveja.

 

 

 

Como esses ingredientes influenciam no gosto das pessoas?

 

 

As papilas gustativas identificam cinco tipos de sabores. Um deles é o amargo. Normalmente, quando as papilas detectam o sabor, enviam a informação para o cérebro e, de um modo geral, o amargor sempre está relacionado como algo negativo. Diferente do doce, que sempre é relacionado com algo positivo.

O lúpulo pode ser controlado, e a pouca presença dessa planta na composição podem tornar algumas cervejas mais adocicadas. Aliás, muitas cervejas artesanais buscam justamente captar esse público que não tolera os sabores amargos. Uma estratégia arriscada e de difícil execução, já que uma vez que o cérebro humano registra um sabor como negativo, é complicado fazer com que ele mude de opinião.

Assim como acontece com algumas pessoas depois de uma certa idade… quando entendem que algo é de um jeito, não há o que faça o indivíduo mudar de opinião. Mesmo que os fatos esfreguem a verdade bem no meio da cara.

Já a levedura é mais tolerável, e não tem nada a ver com uma questão mental. Simplesmente um grupo de pessoas não gostam muito de cerveja pois esse elemento pode pesar no estômago, e nada mais.

Ou seja… pode me chamar de teimoso, mas não de esquisitão. Beleza?


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