Por que Thomas Edison convidava os candidatos a trabalhar com ele para tomar uma sopa durante a entrevista de emprego | @oEduardoMoreira Press "Enter" to skip to content
Início » Variedades » Por que Thomas Edison convidava os candidatos a trabalhar com ele para tomar uma sopa durante a entrevista de emprego

Por que Thomas Edison convidava os candidatos a trabalhar com ele para tomar uma sopa durante a entrevista de emprego

Compartilhe

O ser humano é estranho. Logo, não deveríamos ficar preocupados com coisas estranhas que os humanos fazem. Principalmente durante as entrevistas de emprego.

Certamente já te perguntaram coisas esquisitas durante entrevistas de emprego. Mas jamais você teve que passar pelas situações propostas por Thomas Alva Edison para ter o privilégio de trabalhar ao lado de uma das mentes mais brilhantes da história da humanidade.

Bom, eu penso que não seria nenhum absurdo tomar uma sopa durante a entrevista de emprego. Mas… por outro lado… eu estou bem longe de ser considerado alguém normal, o que me coloca em uma posição suspeita para fazer qualquer tipo de avaliação justa.

 

 

 

Por que uma sopa?

Edison é um dos cientistas e inventores mais importantes da história, com mais de 1.000 invenções patenteadas em seu nome. Ele é considerado um pioneiro em diversos campos importantes e relevantes para a humanidade, tais como a luz elétrica nas residências, o cinema, a gravação de músicas e os carros elétricos, entre outros.

Porém, o historiador Andrew Martin revelou recentemente (em tom bem humorado, e nem poderia ser diferente) uma história muito peculiar sobre o processo de seleção dos funcionários que iriam trabalhar com este gênio.

Thomas Edison tinha uma oficina enorme para os seus inventos, e precisava de vários assistentes de laboratório. Para selecionar os candidatos, suas entrevistas de emprego eram muito peculiares, levando cada um deles para comer em um restaurante.

Era Edison quem escolhia o cardápio. E o primeiro prato sempre era uma sopa.

Durante a entrevista (que acontecia durante o jantar), Edison observava a forma que o candidato em questão comia a sua sopa. E isso era decisivo para a sua contratação (ou não).

Se o candidato colocasse sal ou pimenta antes de experimentar a sopa, ele era automaticamente eliminado, já que Edison não queria pessoas preconceituosas em sua equipe (quem coloca sal na sopa antes de provar já tem em mente que a sopa está sem sal, estabelecendo assim um pré-julgamento).

A entrevista continuava se o candidato provou a sopa primeiro e, só depois, colocou sal e pimenta (ou não adicionou nada).

 

 

 

Edison, um homem à frente do seu tempo

Essa abordagem pode parecer excêntrica, mas ela está mais do que alinhada com os cânones modernos de contratação de profissionais.

As empresas estão cada vez menos dependentes das entrevistas e mais voltadas a analisar o perfil do candidato como um todo. Fazer perguntas acaba favorecendo aos indivíduos que sabem se expressar bem, eliminando as chances dos mais competentes, porém, introvertidos.

Logo, Edison apenas antecipou processos que hoje se tornaram comuns. Muitas empresas preferem testar o candidato à vaga na prática, onde ele pode demonstrar o que pode fazer, no lugar de fazer perguntas, cujas respostas são teóricas.

Até nisso Thomas Edison era genial, ficando 100 anos à frente do seu tempo.


Compartilhe
@oEduardoMoreira