A Lenovo apresentou o seu novo smartphone top de linha, o Lenovo Z5 Pro GT, chamado carinhosamente por mim de MONSTRO. Além de ser o primeiro smartphone da história a contar com o novo processador top de linha da Qualcomm, o Snapdragon 855, ele também é o primeiro smartphone a contar com 12 GB de RAM.

Na teoria, este é o smartphone Android mais potente do mercado. Mas entendo que estes são números para chinês ver. Posso afirmar com certa tranquilidade que o Brasil jamasi verá esse smartphone no mercado, pois sua relevância por aqui no segmento de telefonia móvel é nula. Porém, os usuários acostumados a adquirir produtos em sites chineses poderão comprar esse dispositivo sem maiores problemas.

Mas a grande pregunta que fica é: realmente vale a pena ter 12 GB de RAM em um smartphone? O Android precisa de tanta memória para funcionar bem?

 

 

A resposta é óbvia: É CLARO QUE NÃO!

Nenhum smartphone precisa de tanta RAM. Há computadores com menos memória que esse smartphone e são mais potentes. Aliás, mais RAM não significa mais potência, mas sim oferecer uma maior fluidez de uso, já que podemos trabalhar com mais programas ao mesmo tempo. Mesmo assim, é obrigação do fabricante otimizar o sistema operacional para que o mesmo seja realmente fluído.

Mesmo assim, não dá para acreditar que a Lenovo será preguiçosa a ponto de lançar um smartphone com otimização ruim no mercado, ou apenas para fins mediáticos (para bater no peito e dizer que foi a primeira a contar com o Snapdragon 855 e 12 GB de RAM, mas entregar um produto com experiência de uso capenga).

Os 12 GB de RAM, nesse momento, não passa de um puro golpe de marketing. Tudo bem, a tecnologia vai caminhar para frente, e jogos mias recentes contam com gráficos cada vez mais exigentes. Essa quantidade toda de RAM pode valer para um futuro relativamente distante, onde os games móveis serão tendência.

Mas em 2018/2019, é só para dizer para a concorrência “o meu é maior que o seu”. E nada mais.