Vivo e Oppo podem trazer os primeiros smartphones com 10 GB de RAM do mercado. E a pergunta é: precisamos mesmo de tudo isso?

Tá, vamos voltar ao histórico tema do Android ser um devorador de recursos. Isso é fato consumado, e por mais que a Google tente contornar isso com o Android Go, entendo que estamos diante de um caso (e cenário) sem solução. É um sistema operacional que se caracteriza por exigir mais do hardware para oferecer um melhor desempenho e experiência de uso.

É uma escolha. Nem tudo pode ser otimizado como é o iOS, o Windows 10 ou outras plataformas de software. Obviamente, isso tem um custo: quem tem hardware mais limitado sofre com um Android devorador de recursos. Por outro lado, isso abre margem para softwares mais completos, jogos mais elaborados e um desempenho simplesmente impecável.

Agora… 10 GB de RAM? Precisamos de tudo isso? E será que isso é o suficiente para garantir a já citada boa experiência de uso?

Tem muito computador com 8 GB de RAM que roda muito bem o Windows 10, pois o sistema operacional da Microsoft está muito bem otimizado. Quem devora a RAM dos PCs hoje é o Google Chrome (olha só, quem diria…). E a Google adota a mesma estratégia do Android em seu navegador web: quanto mais recursos ele consome, melhor é o seu desempenho.

Mas no caso dos smartphones Android, nem mesmo para um melhor desempenho nos jogos isso se justifica. Outros fatores como um bom processador e um eficiente chip gráfico são tão ou mais influentes no melhor desempenho para os games do que a elevada quantidade de RAM.

Ou seja, até que se prove o contrário, Oppo e Vivo estão mais enfatizando os números para obter visibilidade dos veículos de tecnologia do que necessariamente adotar melhorias consideráveis no desempenho para as tarefas mais exigentes. São mais números do que efeitos práticos.

Muito barulho, que pode representar pouca coisa (ou nada).