táxi

Estou passando as férias de final de ano na cidade dos meus pais, em Araçatuba (SP). Uma cidade que parou no tempo em várias coisas. Em outras, usa de práticas abusivas e ilegais. Uma das mais sérias está na questão do táxi.

Em teoria, eu não sou obrigado a andar de táxi para todos os lugares. O sistema de transporte público até que funciona, mesmo sendo caro para o porte da cidade (não existe sistema de integração, e quando os ônibus chegam ao terminal central, eu sempre preciso pagar uma segunda passagem; para uma cidade cujo perímetro urbano é bem menor do que em Ponta Grossa/PR – que é onde eu vivo… por enquanto… -, é um serviço custoso).

Porém, eu tenho meus pais, com mais de 70 anos de idade, com algumas dificuldades de locomoção. Para eles, o mais cômodo e funcional é mesmo o táxi.

Porém, em Araçatuba, o táxi tem valores abusivos. E ilegais.

Os taxistas reclamam que a Prefeitura Municipal reajustou os taxímetros em apenas 3% em um ano, o que é abaixo da inflação ou de outros índices de reajuste. Por sua vez, a Prefeitura “liberou os taxistas para cobrarem o que quiserem, deixando o taxímetro ligado apenas porque a lei pede”.

WTF???

O resultado disso é um assalto atrás do outro por parte dos motoristas. Cobrança de corrida desde o ponto onde o taxista sai para se deslocar até o cliente (sem o cliente estar no carro, o que é ilegal), cobrança de bandeira dois em horário comercial, a dispensa do uso do taxímetro e, no final das contas, corridas que custam o dobro do que elas realmente deveriam custar.

No final das contas, “é bom para todo mundo”, menos para o consumidor final.

O Sindicato dos Taxistas, com o seu belo rabinho preso com a Prefeitura Municipal, libera os motoristas para cobrarem o que quiser, com preços fora da realidade. A Prefeitura Municipal segue recebendo seus impostos normalmente.

E quem se ferra é o passageiro.

Ainda mais em Araçatuba, onde nem Uber e nem 99 funcionam.

Araçatuba. Uma cidade que não apenas parou no tempo, mas que, em alguns aspectos, é uma terra sem lei.

Infelizmente.