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Os jogos de videogames da próxima geração de videogames podem ficar pelo menos US$ 10 mais caros que os títulos da atual geração. Um salto de geração pode ser a desculpa perfeita para os desenvolvedores subirem os preços dos jogos, mas também pode mostrar ao mundo que os serviços de assinatura como o Game Pass fazem mais sentido do que nunca.

 

 

 

Culpe a inflação por isso (também)

 

 

Exemplos como NBA 2K21 e Dirt 5 são sinais que os preços dos jogos podem subir com a chegada do PlayStation 5 e do Xbox Series X. Há uma discreta vantagem para os compradores de Dirt 5 para o console da Microsoft por causa do sistema Smart Delivery, que dispensa a necessidade em comprar o mesmo jogo duas vezes (e isso não está claro se vai acontecer no PS5). Porém, desenvolver o jogo “do zero” pode ser a desculpa padrão dos desenvolvedores para cobrar a mais de todo mundo.

Tem também as perdas de inflação, onde US$ 60 em 2005 equivaliam a US$ 79 de 2020. E assim como acontece com qualquer segmento de mercado, este também precisa gerar lucros. E é você quem tem que pagar essa conta.

São as regras do jogo.

O elevado preço de alguns jogos (nem todos os desenvolvedores podem lançar um jogo por US$ 60) resultou no modelo Freemium e nas compras in-game, além dos DLCs que, em muitos casos, são pagos. Logo, muitos jogos podem até ser gratuitos na versão básica, mas acabam custando o olho da cara para (alguns) usuários com o passar do tempo.

Traduzindo: jogos Freemium podem ser qualquer coisa, menos jogos gratuitos. Esse tipo de jogo gerou lucros de US$ 88 bilhões em 2018, e deram muitos lucros principalmente para os jogos de smartphones. E são esses jogos que fazem os gamers mais viciados pagarem pequenas fortunas para aproveitar esses jogos ao máximo (ou obter vantagens em cima dos rivais que preferem não gastar tanto).

A mecânica de pagamentos in-game funcionou muito bem em franquias como FIFA e Fortnite, e a nova geração de consoles pode ser uma desculpa mais que válida (como qualquer outra aparenta ser) para aumentar o preço dos jogos (como o de tantas outras coisas).

 

 

 

Obrigado Game Pass pela graça alcançada

 

 

Diante disso, colocamos o Game Pass na discussão, pois muitos desenvolvedores cobram o mesmo valor para as versões digital e física do mesmo jogo, quando o formato digital deveria ser (teoricamente) mais competitivo nos aspectos econômicos.

Por isso, os serviços de assinatura de jogos como o Microsoft Game Pass passam a fazer todo o sentido do mundo. Na verdade, o Xbox Live Gold já fazia muito sentido, pois o direito de instalar e jogar até quatro jogos por mês passa a ser seu pelo mesmo preço que você pagaria por dois jogos completos.

É claro que o Game Pass não recebe todos os lançamentos, mas tem um catálogo estupendo, com vários jogos AAA a cada ano. Sem falar que os jogos podem ser seus para sempre se você quiser, com preço reduzido, o que justifica ainda mais o investimento na plataforma.

Assim como o Game Pass, outros serviços por assinatura como EA Access/Origin Access, Humble Monthly, Twitch Prime ou PlayStation Plus são bem mais vantajosos do que comprar os jogos avulsos.

Com vários desses serviços combinados, a cobertura do ecossistema PC + Console é excelente, com uma oferta de jogos que é incrível. Você pode até se dar ao luxo de esperar que os jogos AAA acabem com um preço menor com o passar do tempo para comprar nessas propostas de assinatura.

No futuro, também considere colocar nessa equação os serviços de streaming de videogames, que ainda precisam mostrar o seu potencial, mas são propostas muito válidas para quem quer economia e praticidade na hora de jogar e adquirir jogos.

Ou seja, existem algumas opções bem viáveis para muitos gamers driblarem a tendência de pagar mais caro por consoles de nova geração. Basta ter paciência e uma visão mais ampla sobre o cenário que está se apresentando na nossa frente.


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