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Algumas pessoas sabem que eu estou passando alguns dias de férias em Santos (SP). Estou gostando da cidade, das praias, dos pontos turísticos… mas isso não impede de perceber algumas coisas que se repetem em outros lugares.

Quando cheguei na cidade, eu solicitei o serviço do Uber para me deslocar para o local onde ficaria hospedado. Escolhi o Uber X, a versão mais barata do serviço de transporte particular.

Eu já havia usado o Uber em São Paulo (SP), mas sempre nas versões mais caras. Mas dessa vez, com a grana mais curta, eu optei pela versão mais barata mesmo. Até porque eu queria também uma certa dose de informalidade e casualidade nesse transporte. Não queria chegar ao meu destino com um carro de luxo e passar uma impressão errada.

Quando cheguei em Santos, o carro do Uber já estava me esperando no terminal rodoviário. A única coisa de diferente que ele me solicitou foi para fazer a viagem no banco da frente, para “evitar problemas”.

Aqui em Santos o Uber não é regulamentado, e a briga com os taxistas é a mesma que até hoje acontece na capital paulista. Apesar de que, em São Paulo, o serviço do aplicativo está regulamentado, e os taxistas só estão bancando os chatos.

A corrida com o Uber aconteceu seu maiores problemas. Uma conversa agradável, a rota mais curta e um preço justo.

 

No dia seguinte…

No dia seguinte eu precisei solicitar um táxi no Pão de Açúcar. Estava com a minha amiga que está me hospedando nesses dias em Santos.

Depois de fazer as compras, saímos do estabelecimento com o carrinho, e esperamos o veículo de Radio Taxi nos buscar. Algo que não demorou para acontecer.

O veículo chegou, e começamos a carregar o porta-malas do carro com nossas compras.

A minha amiga entrou no carro.

Qual não foi a minha surpresa quando, ao adentrar o táxi, O MOTORISTA DO VEÍCULO (e não a minha amiga), disse “muito obrigado”, e ia fechar a porta para sair do estabelecimento.

A minha amiga, mais que depressa, disse: “espere, pois ele está comigo”.

O motorista do táxi, de forma estúpida, disse: “desculpe, é que eu pensei que ele trabalhava no Pão de Açúcar…”.

Eu respirei fundo e disse: “não, amigo…  não é porque eu sou negro e estou vestido todo de preto que eu trabalho no supermercado…”.

O constrangimento já estava criado, e no final da corrida, a única coisa que pude dizer dentro do carro foi: “no Uber isso não teria acontecido”.

 

Conclusão

Eu prefiro o Uber não porque o Uber não é racista ou preconceituoso. Mas simplesmente porque o Uber oferece um serviço melhor.

Não apenas na tecnologia empregada para conectar usuário e motorista, mas pelo tratamento adotado ao passageiro.

Não são todos os taxistas que adotam esse tipo de comportamento. Eu sei disso. Porém, são estes que acabam fazendo com que eu deixe de usar os serviços de táxi nos grandes centros.

Aliás, o que eu vejo é a maioria dos taxistas reclamarem do Uber, mas não oferecerem um serviço melhor para competir com o Uber.

Infelizmente, isso aconteceu comigo. Não me abalou tanto quanto parece.

Mas só fez aumentar a minha preferência pela tecnologia, deixando de lado a ignorância e o preconceito.