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Prefiro perder o emprego a abrir mão do meu home office sagrado

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Eu sou um eterno defensor do trabalho remoto, mas sou suspeito para falar, já que minha profissão permite que eu faça isso desde 2008. Porém, depois da pandemia, este tema se tornou polêmico e presente em muitas empresas, e precisa ser discutido a sério, antes que os efeitos colaterais das mudanças de comportamento lateral se tornem permanentes, com consequências irreversíveis.

Alguns profissionais se permitiram a mudar de pensamento sobre a sua relação trabalho/tempo, e estão dispostos a pedir demissão e abandonar os seus empregos em nome do direito de realizar a sua atividade de forma remota, em nome da sua melhor qualidade de vida conquistada durante o tempo de isolamento social.

Por que isso está acontecendo?

 

 

 

Porque o trabalho 100% remoto terminou

Por mais que eu não concorde muito com essa teoria (pode me chamar de medroso, mas ainda tem gente morrendo), não posso deixar de reconhecer que a maioria das atividades voltaram ao normal. E o mesmo aconteceu com as atividades laborais que foram bem executadas de casa ou de qualquer lugar do planeta.

A pandemia está em um outro momento hoje (por causa da vacina, e não da aplicação de ozônio no orifício anal), e o trabalho remoto se tornou algo opcional ou adaptado para os novos tempos.

O 100% remoto terminou, e o máximo que encontramos hoje em todas as atividades é o trabalho híbrido, onde muitas coisas podem ser feitas de casa, mas de tempos em tempos você é obrigado a dar as caras para o seu chefe.

Não existe uma regra ou consenso sobre o trabalho remoto. Alguns postos de trabalho permitem que o profissional faça tudo de casa ou da praia, desde que esse mesmo funcionário entregue os resultados para a empresa com competência.

Porém, a grande maioria não pode se dar ao luxo disso, e acabam se encaixando no sistema híbrido de trabalho. Acredito que esse modelo de trabalho vai se aperfeiçoar e prevalecer nos próximos anos, descartando por completo a possibilidade de voltar para o trabalho 100% remoto.

A não ser que uma variante mais agressiva apareça, e eu sinceramente não quero que isso aconteça (de forma alguma).

 

 

 

Corro o risco de perder o meu emprego se eu não for flexível?

Em via de regra, SIM. Mas… depende.

Se você decidir que só quer trabalhar em modo remoto e a empresa que paga o seu salário optar por um sistema híbrido ou presencial (e você não está propenso a respeitar essa decisão), as chances de você vivar um desempregado são enormes.

Por outro lado, a empresa para o qual você trabalha também vai ter que aprender sobre essas regras de flexibilidade, até mesmo em nome da sustentabilidade da própria empresa.

Manter o mesmo modelo de negócio ou código laboral vigente antes da pandemia pode ser considerado um erro mortal para empresas que não estão organizadas ou adaptadas para o novo, e algumas das gigantes de tecnologia já demonstraram um pouco dessa boa vontade.

E para não perder um bom profissional, é bem provável que o chefe de um departamento volte algumas casas para trás antes de optar pela demissão de alguém que pode ser muito difícil de ser substituído dentro dessa organização.

 

 

 

Conclusão

Não recomendo que você abuse da posição de momento, mas se você realmente deseja melhorar as suas condições profissionais na empresa que você trabalha, vale a pena ser mais flexível e tentar um sistema híbrido. Ou prove que você é bom o suficiente para trabalhar de qualquer lugar do planeta, vale a pena fazer uma tentativa para alcançar esse objetivo.

Não dá para prever o futuro, mas não imagino ver gigantes como Apple, Microsoft e outras empresas de tecnologia renunciando às pessoas pelo simples fato de exigir o retorno de todos aos seus postos de trabalho nos escritórios.

A história já mostra claramente que tal estratégia nunca funcionou direito, e não é difícil concluir que, neste primeiro momento, são os profissionais que estão abandonando os seus postos de trabalho em nome de uma melhor qualidade de vida estão com a razão.

Nessa queda de braços, os executivos que lutem para ter os seus funcionários de volta aos escritórios. Inclusive pagar pelo transporte deles de casa para o trabalho, tal e como o Google está fazendo.

Aí, chefe… dá teus pulos, certo?


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@oEduardoMoreira