Ir ao conteúdo

Primeiras Impressões | Marvel’s Agent Carter (ABC, 2015)

Compartilhe

Agent_Carter_New_Logo

E lá vem a Marvel expandindo a sua aventura televisiva. Marvel’s Agent Carter apresenta uma nova perspectiva da história que já conhecemos, em um período pré-SHIELD, mantendo a proposta de série de espionagem, mas em um período mais romântico, em um clima ‘noir’, e totalmente centrado em uma mulher muito à frente do seu tempo.

Peggy Carter. Sem essa moça, mulheres como Natasha Romanoff, Maria Hill e Melinda May jamais existiriam em nossas vidas. Ela é uma das mulheres mais competentes, talentosas e capazes do seu tempo, com habilidades incontáveis e um talento para espionagem considerado incomum.

Porém, sua vida está uma bagunça. Depois de ver Steve Rodgers (aka Capitão América) ‘desaparecer’ em uma missão suicida, e seu chefe Howard Stark ‘também desaparecer’, depois ser considerado um traidor pelo governo dos Estados Unidos, Carter se vê obrigada a ingressar no Strategic Scientific Reserve, em uma rotina comum e banal de uma secretária assistente. Nada mais razoável para quem quer recomeçar sua vida depois de um grande trauma pessoal, certo?

Errado. Em um belo dia comum, Stark reaparece no caminho de Carter, e escolhe a agente para ser a responsável por ajudá-lo a provar a sua inocência. É claro que nesse meio tempo tem mais gente querendo descobrir o paradeio de Howard, e a SSR não pode saber de todas as atividades de espionagem da nossa heroína.

Vale lembrar que a Agente Carter vai contar com a preciosa ajuda de Edwin Jarvis, um dos responsáveis pelos armamentos desenvolvidos pela companhia de Stark.

HAYLEY ATWELL

Eu gostei do piloto de Agent Carter. Tecnicamente, o piloto (e o segundo episódio, já que tivemos uma estreia dupla) é muito bem produzido, com uma ambientação impecável, nos mínimos detalhes, e principalmente na fotografia. A Marvel mais uma vez não poupou esforços para colocar o telespectador na década de 1940, e mesmo quem não viveu esse tempo sabe que foi automaticamente transportado para outro tempo.

Já o piloto em si, apesar de ficar com um pé atrás antes de assistir a série (por entender que não tem muito o que render nessa história), eu não achei o episódio cansativo – o que já é uma vitória -, mas também não é a melhor coisa que já vi na temporada. Acho que não perder a minha atenção é um grande mérito, e até me soa como meritosa o fato da ABC colocar uma mulher no papel de heroína em uma série.

Ainda mais em uma história ambientada na década de 1940, onde um universo machista coloca Peggy em uma condição de secretária qualquer – quando ela é muito mais do que isso.

Talvez a ABC/Marvel tenha escolhido uma encomenda tão curta para Agent Carter pelo caráter de ‘testar’ a produção. Apesar de ser considerada minissérie, se a produção engrenar (ainda acho difícil, mas não impossível), eu não duvido que o canal decida renovar. Mas isso SE (e um SE bem grande) a série realmente der certo.

Por fim, não acho que Agent Carter é um erro. Acho bacana que a Marvel invista em apresentar as origens de uma de suas histórias mais rentáveis. E, diferente de Agents of SHIELD (que com o tempo mostrou NÃO ser uma série dos Vingadores), a Agente Carter é A Agente Carter, o Jarvis É o Jarvis, o Howard Stark É o Howard Stark… está tudo lá.

Não acho que esses personagens contem com a mesma popularidade que um Tony Stark (impossível pedir isso), mas podem ao menos apresentar para parcela dos fãs e não-fãs das histórias da Marvel essa tal pré-história proposta. Ou na pior das hipóteses, podemos torcer para ter uma boa série de espionagem.

Mas sem confundir a Peggy Carter com Carmen Sandiego, certo?


Compartilhe
Publicado emResenhas e Reviews