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Mais um “vazamento” da ABC aconteceu. The Goldbergs, uma das novas comédias mais elogiadas pelos críticos norte-americanos, acabou caindo na web, e agora, temos algumas coisas para contar para vocês. Levemos em consideração que o piloto pode simplesmente estar inacabado, ou que nem pode ser a versão programada para ir ao ar no dia 24 de setembro. Mas, pelo menos, dá para ter uma boa ideia do que está por vir.

A série uma semi-biografia da vida de Adam Goldberg (criador da série, interpretado por Sean Giambrone), que gravou a sua infância e adolescência inteira em uma filmadora (aliás, a primeira a chegar no seu bairro). Goldberg era o filho cacula de uma típica família tradicional

O pai, Barry (Troy Gentile), que possui sérias dificuldades de comunicação com os filhos, sempre está irritado, e sem hábitos saudáveis de alimentação. A mãe, Beverly (Wendi McLendon-Covey), é neurótica, super-protetora e quase uma workaholic. A irmã mais velha, Erica (Hayley Orrantia), vive preocupada com os seus problemas de adolescente, como falar no telefone e ter um carro, e o irmão do meio, Murray (Jeff Garlin), que ao completar 16 anos de idade, é um tanto quanto “lento” (ou imbecil, como gosta de chamar o pai), mas já tem um carro, diferente da irmã.

Para completar, tem o melhor amigo de Adam, o avô Albert (George Segal), que é o único que o entende, e é ele quem mostra as boas coisas da vida para o nosso pequeno narrador.

Barry e Beverly começam a perceber que seus filhos estão crescendo, e indo embora. Os dois terão que lidar com esse distanciamento, cada um com o seu método, e tentar assimilar o melhor disso. Adam vai registrar todo esse período onde ele mesmo passa por essa transição, com novas descobertas na vida. E tudo isso será feito pela perspectiva infantil, em plena década de 1980.

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A primeira coisa que é preciso ter em mente sobre The Goldbergs é que não é uma série sobre a década de 1980 e suas referências de cultura pop. É uma série de uma família qualquer, que poderia estar em qualquer década do século 20, mas está na década de 1980. As referências da época estão lá, mas não é o fator determinante para que a série exista. Na verdade, o forte da série é mesmo explorar como foi a infância e adolescência de Adam.

Aliás, a série é feita baseado na convivência de Adam com sua família, e totalmente inspirada nela. E isso fica claro no final do episódio piloto.

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Sobre o primeiro episódio, eu gostei. Não é uma comédia que você possa gargalhar de tudo o que você vê, mas tem algumas boas piadas. Frases que nossos pais, irmãos e parentes certamente diriam em uma conversa corriqueira, ou no meio de uma discussão. Um dos pontos positivos desse piloto é que a série aparenta ser (repito: aparenta ser) despretensiosa. Apresenta situações comuns e bobas, e se você quiser rir disso, está ótimo.

Apesar de uma mãe um pouco pedante demais, e um pai irritadiço pra mais, devo reconhecer que enxerguei meus pais nos pais de Adam. Eles eram assim. Assim como em toda família temos um irmão meio burro, ou uma irmã meio patricinha. Logo, o fator “identificação com as situações apresentadas” pode estar garantido para a maioria da audiência que viveu a década de 1980 a partir da idade de Adam (é o meu caso).

Destaque especial para a convivência de Adam com o avô. Não é incomum ver avô e neto próximos, como dois “brothers”. E é isso o que acontece com eles. Além disso, o pequeno Sean Giambrone interage bem com o veterano George Segal, e parece ser um ator mirim promissor.

Resumindo: The Goldbergs passa. Se a ABC quer investir em uma comédia familiar, tem que investir nessa série. Há potencial de render uma temporada completa e até ser renovada, se continuar a apostar na proposta do “vou apresentar a história da minha família… e algumas coisas serão parecidas com o que você viveu com a sua família”. Seguindo nessa trilha e apostando em boas piadas, deve ter um futuro sem muitas dificuldades na grade da ABC


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