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A CBS também decidiu “vazar” uma de suas “comédias”. Sério, as duas aspas precisam ser irônicas nesse caso. Se bem que, no caso de We Are Men, se o piloto tivesse alguma ironia, talvez fosse um pouco melhor. Porque… olha… foi duro. Duríssimo de assistir até o final.

Antes de qualquer coisa, é necessário aqui observar que o piloto de We Are Men não me decepcionou. Até porque não esperava absolutamente nada de bom dessa série. Dito isso, se você decidir assistir à essa “maravilha”, vai ver a história de Carter Thomas (Chris Smith), um perdedor que foi abandonado no altar, quando o ex-namorado de sua noiva resolve interromper o seu casamento para dizer “eu sempre amei você” para a mulher que IA se casar com ele.

Depois do toco, ele decide sair da casa dois pais, e viver em um condomínio onde reside um grupo de quarentões que, com tantas desilusões amorosas (que também podem ser chamados de divórcio ou dispensa da esposa por não mais suportar o marido), aprenderam como aproveitar a vida como garotões. Mesmo sendo quarentões – alguns, quase cinquentões.

Frank Russo (Tony Shalhoub) é o mais experiente dos três, e o mais bem sucedido financeiramente também. Depois de quatro casamentos, entendeu que com auto-confiança ele poderia conquistar tudo nesse mundo, incluindo mulheres das mais diferentes idades. Gil Bartis (Kal Penn) é, tecnicamente, o mais perdedor dos três, pois tecnicamente ele é casado, mas está passando “um tempo” no condomínio porque a mulher não aguenta mais ele.

Por fim, Stuart Strickland (Jerry O’ Connell) é o mais “descolado” dos três. Ele se casou tantas vezes, e se divorciou tantas vezes, que ficou mestre no jurídico matrimonial. E decidiu adotar esse estilo de vida libertino porque “combina com ele”.

Juntos, eles vão redescobrir a vida de solteiro, de macho-alfa, com o objetivo de… enfim, aproveitar a vida. Afinal de contas, a série se chama “We Are Men”, e “os homens são assim” #SóQueNão.

Pilot

Bom, o que dizer sobre o piloto de We Are Men? Bom, para começar, vou repetir o que disse antes: não me decepcionou porque era tudo o que eu esperava que fosse, ou seja, bem fraca. Ruim. Péssima. Sem o menor sentido de existir. A premissa é sem pé nem cabeça. A história, por si só, não faz sentido: o piloto não mostra como Chris chegou ao tal condomínio, não mostra como ele conheceu os quarentões (vai direto mostrando a convivência deles, mostrando que ele é o “new guy” do lugar), e como ele se sente na sua atual situação amorosa.

Um perdedor completo. Enche o saco ver Chris chorando pela noiva que deu o toco nele no altar. Fora que a resolução do piloto é tão absurda, que desconfio seriamente que os roteiristas não sabiam mais o que fazer com o episódio depois do minuto 10 (dos 20 minutos que o episódio possui).

Sem falar que as atuações são péssimas. O mesmo Tony Shalhoub que as pessoas tanto elogiavam em Monk (eu nunca achei essa série tudo isso para dar tantas indicações ao Emmys para esse cara como ator de comédia), está simplesmente detestável em We Are Men. Beira a ser um velho nojento que pode ser facilmente encontrado em qualquer cidade brasileira.

E Jerry O’Connell? Esse é o “Deus, por misericórdia, queima os meus olhos” constantemente. Sem brincadeira, ele passa metade do piloto ou sem camisa, ou de sunga, e faz até força para mostrar que tem algum volume dentro da sunga. Pior: em duas cenas, ele simplesmente tira a camisa, sem nenhum motivo. Pior: porque ele quer! Pior ainda: porque ele acha que é legal! Sério, vergonhoso.

Bom, tem gente que vai gostar de We Are Men. Tem gosto para tudo nesse mundo. Eu simplesmente não ri de absolutamente nada do piloto. Piadas fracas, argumentos absurdos para o episódio, um protagonista perdedor, Jerry O’Connell de sunga… desculpa, mas passo. É uma combinação “ousada” demais para mim.

Não se apegue. É nossa aposta de cancelamento para a temporada. Se vai assistir, boa sorte. Mesmo. Te admiramos pela coragem.


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