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A primeira série que “vazou” na internet (sempre “entre aspas”, pois nunca saberemos quando foi vazamento mesmo, ou quando foi uma forma do canal medir previamente a popularidade da série) do canal NBC foi a comédia Welcome to the Family. Aliás, que vontade de colocar aspas na palavra “comédia” na frase anterior. De qualquer forma, vamos relatar a tragédia, em nossas opiniões ponderadas (sim… o desejo de piorar o vocabulário é considerável).

A série conta a história de duas famílias bem diferentes, e os seus pais neuróticos, cada um ao seu estilo. De um lado, o bem sucedido Dr. Dan Yoder (Mike O’Malley), que está dando graças aos céus por sua filha, Molly (Ellen Rae Pack), ter concluído o ensino médio (apesar de ser um tanto quanto limitada no quesito inteligência…), e ser aceita em uma universidade, mesmo que não seja uma grande universidade. A saída da filha de casa significa a chance de Dan realizar todos os seus sonhos: uma vida mais tranquila, saudável e com muito sexo com a esposa.

Do outro lado, temos Miguel Hernandez (Ricardo Chavira), um cara batalhador, literalmente. Tem uma academia de boxe e vive uma vida simples. Porém, seu filho Junior (Joey Haro) é um mini-gênio, foi o orador de sua turma de colegial, e foi aceito em Stanford. O filho que todo pai sonhou em ter.

Porém, como diz o ditado, “os opostos se atraem”. Molly e Junior, como namorados, não seguraram os seus hormônios, e Molly acabou ficando grávida de Junior. Ambos decidiram usar o bom senso e contar para os pais, e com o objetivo de contar com o apoio e a compreensão deles, resolvem aproximar as famílias.

Tudo seria perfeito se, nesse meio tempo, Dan e Miguel já não tivessem os seus caminhos cruzados pelo destino. Com o objetivo de ter uma vida mais saudável, Dan procura a academia de Miguel, que o rejeita, por acreditar que o mesmo não teria condições físicas de seguir o seu treinamento. Ali, o atrito já estava criado.

Agora, imagine a cara de todos eles quando eles se encontram pela primeira vez… não, não imagine. Nós mostramos para vocês na foto abaixo.

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Vamos lá. Não é pecado a NBC apostar em uma comédia familiar. Afinal de contas, essa é a grande tendência da temporada, uma vez que todo mundo quer ir na esteira de Modern Family. Também não é pecado utilizar esse plot de gravidez na adolescência, com uma releitura (ou distorção) do argumento utilizado em Romeu e Julieta (calma, povo, não comparei nada… porém, a referência é inevitável). O pecado é que Welcome to the Family é muito comum. Não dá para rir de nada. É sem sal, sem graça. Ruim.

O que mais dói é que essa série tem como produtor executivo o próprio Mike O’Malley (que interpreta o Dr. Dan), que vai muito bem quando faz o papel de Burt Hummel (pai de Kurt) em Glee. Não só ele produziu uma série ruim, como está ruim no piloto dessa comédia. Mais: Ricardo Chavira era um dos pontos positivos de Desperate Housewives, e nem ele consegue salvar Welcome to the Family da mediocridade.

Aliás, os eventos subsequentes à descoberta das famílias cujos pais se odeiam não fazem o menor sentido. O piloto é confuso e desencontrado em seu roteiro, e o final do episódio simplesmente não fez o menor sentido, criando uma situação qualquer para unir as duas famílias de forma forçada. É claro que essas famílias vão acabar se entendendo, mas as diferenças entre os dois pais está estabelecida, e deve perdurar ao longo dos episódios (que forem ao ar, pois não acredito essa série chegando viva ao final da temporada).

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Detalhe: as piadas físicas “tão amadas” começam já no próximo episódio. E tem momentos vergonhosos, vou logo avisando.

Em resumo: boa sorte com Welcome to the Family. Mas não se apegue. Não acredito que chegará viva até a metade da temporada. Precisa mudar da água para o vinho mais fino da França para se salvar do cancelamento. E fico pasmo como Bob Greenblatt aprovou um piloto como esses.


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