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A minha preguiça para escrever sobre Projeto Gemini é tamanha, que eu não sei se eu consigo dizer tudo o que eu penso em 300 palavras. Pelo menos. E não pense que vai sair textão dessa vez. A minha dúvida é se eu alcanço as 300 palavras.

Sério, foi uma experiência sofrível.

Quando você vê os nomes envolvidos nesse projeto de filme (foi essa a sensação que eu tive depois de 117 longos minutos testemunhando essa história), você até se empolga: direção de Ang Lee (O Segredo de Brokeback Mountain, As Aventuras de Pi, O Tigre e o Dragão), roteiro co-assinado por David Benioff (co-criador de Game of Thrones), produção de Jerry Bruckheimer (Top Gun, Um Tira da Pesada, Armaggedon, Pearl Harbour, The Amazing Race, Survivor…) e Will Smith como protagonista.

Nomes que funcionam, certo? Nomes que poderiam funcionar juntos, correto?

Poderiam.

 

 

Totalmente esquecível

 

 

Projeto Gemini é aquele filme que você esquece rapidamente depois de sair do cinema. Ou na verdade faz de tudo para esquecer, porque é melhor não lembrar que você gastou tempo e dinheiro nessa naba.

Nem mesmo o plot do clone do Will Smith jovem que quer matar o Will Smith velho empolga tanto assim. O filme tem cenas de ação no estilo Ang Lee, roteiro raso e insípido como boa parte da temporada final de Game of Thrones, produção mais que bem elaborada no melhor estilo dos filmes e realitys que o Bruckheimer coloca a mão, mas nem mesmo todo o carisma de Will Smith salva dessa vez.

Eu não tenho problema algum em fazer filmes que só visam o dinheiro e o lucro. 99,9999% das produtoras instaladas em Hollywood contam com o lucro em mente. O que realmente me incomoda de verdade é o descaso que uma produção tem com o seu público. Ou que nunca fez questão de ter, já que o que realmente interessa é o dinheiro e nada mais.

 

 

Projeto Gemini foi feito apenas para ganhar dinheiro, sem se comprometer com a qualidade de sua história. Se Ang Lee pudesse, faria duas horas do Will Smith atirando, andando de moto e xavecando mulher. E pronto: estava garantido o filme para ele.

O roteiro é insuportavelmente fraco e previsível, com problemáticas óbvias e soluções mais óbvias ainda. O filme não é sonolento, mas é irritante ao apostar sempre no óbvio para contar a sua história. Você tem a clara sensação que você está vendo um filme que passa uma primeira vez na Tela Quente, é exibido uma segunda vez na Temperatura Máxima, uma terceira vez no Domingo Maior, e então é condenado ao esquecimento. Até ser lembrado de forma bizarra na Sessão da Tarde (enquanto ele ainda existe) ou no Corujão.

Olha, até que rendeu um texto razoável.

Diferente de Projeto Gemini, que é bem ruim.

 


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