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O mundo do cinema por várias vezes se inspirou no mundo dos videogames, mas na maioria dos casos, essa inspiração não foi suficiente para evitar verdadeiros desastres. Não sei se era pela falta de atenção das desenvolvedoras com as licenças que estavam cedendo, ou porque os diretores eram realmente muito ruins.

Só sei que temos um verdadeiro histórico de bombas fétidas em forma de filmes com 90 minutos (ou mais) de duração, recheados de histórias inspiradas em videogames que a minha geração simplesmente amava.

Trauma fudido mesmo. Digno de ir para um psicólogo.

 

 

 

Alguns dos piores filmes baseados em videogames (que eu não queria lembrar)

 

 

Super Mario Bros é um clássico da ruindade. A forma em como os personagens são apresentados é a mais irresponsável possível, com uma preguiça sem tamanho dos roteiristas, com referências péssimas e até alguns toques de machismo e misoginia por parte dos personagens. Um filme simplesmente esquecível.

 

 

Resident Evil (2002) foi bem fiel ao argumento do jogo e às bases narrativas da franquia da Capcom, mas aos poucos isso foi se diluindo até que a única coisa em comum que game e filme tinham era apenas o nome.

Eu sei. Adaptar um jogo de videogame para o cinema é bem complicado. São muitas informações para compilar em 90 ou 180 minutos, sem falar nas limitações que a realidade impõe. Porém, nada disso é desculpa para entregar histórias ruins.

Quer um exemplo do que eu estou falando? Então tá… Mortal Kombat (1995).

Eu sei que qualquer um de nós que assistir a esse filme agora vai sentir vergonha alheia, pois este é um filme absurdamente datado. Mas colocando em um contexto, onde o game estava em alta, essa é uma adaptação bem honesta, onde recriou o universo do jogo com maestria.

Diferente do que aconteceu em Street Fighter – A Batalha Final (1994), aquele filme com o Jean-Claude Van Damme como Guile e o Raul Julia como Mr. Bison. Aquilo foi uma decepção completa, em uma história horrorosa e um resultado final que faz você ter vontade de processar os produtores do longa por danos morais.

 

 

Outro caso problemático é o de DOOM (2005). Ele não chegou a ser um fracasso completo de bilheteria, mas foi uma decepção absoluta para os fãs da franquia da iD Software. Para alguns, só o final se salva pela decisão do diretor em adotar a câmera em primeira pessoa, entregando o fan service perfeito.

Outros desastres como Blood Rayne (e quase tudo o que Uwe Boll fez no cinema) precisa ser mencionado, já que a ruindade era tanta, que chegava a feder. E o que dizer de Double Dragon (1993), que você só assiste uma vez para não se lembrar tanto de como isso é horroroso. É depressivo pensar que perdemos tempo na vida com filmes tão ruins como esse.

 

 

Mas o que resta de consolo é dizer aquela frase que pode escapar de várias vergonhas alheias na conversa com os mais jovens: “era o que a gente tinha na época”.

Por isso, amigo leitor, não reclama do Tomb Raider da Alicia Vikander (apesar de preferir a Angelina Jolie como protagonista). No passado, os filmes baseados em videogames eram muito piores, e a gente não tinha blog, Twitter ou Facebook para reclamar.


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