Hoje, ter um telefone móvel é algo imprescindível, onde o conceito mudou ao longo dos últimos 20 anos, saindo do celular para o smartphone. Nesse momento, temos vários tipos de telefones móveis, mas com três grupos principais.

A saber:

– Feature Phones (ou dumb phones): os celulares clássicos, que basicamente realizam chamadas e enviam mensagens de texto;
– Os intermediários: um celular com recursos mais avançados, onde o novo Nokia 3310 é um claro expoente do segmento;
– Smartphones: basicamente um computador de bolso com uma tela.

 

Cada um deles é para um setor específico do mercado, mas em 1993, tudo era bem diferente. Nos anos 90, os celulares começaram a chegar para quem tinha muito dinheiro em um primeiro momento, mas se popularizou depois, com os custos caindo.

No começo, as chamadas eram bem caras. Quem fazia a chamada pagava, e quem recebia também. Nessa época, por causa dos custos, as mensagens SMS eram muito populares, e isso talvez contribuiu para ajudar na atual popularidade do WhatsApp e outros serviços de mensagens instantâneas.

No final dos anos 90, os preços começaram a cair. Eu entrei para a faculdade de Análise de Sistemas e comecei a trabalhar com a parte de assistência técnica em domicílio. E entendi que precisava ter uma via de comunicação mais eficiente e pessoal do que o pager (sim… eu tive um pager…).

Com isso, eu fui um feliz proprietário de um Philips Isis, um celular bem eficiente e que funcionava com pilhas comuns caso a bateria chegasse ao fim, algo impressionante para a época.

 

 

O modelo contava com o básico: realizar chamadas e enviar mensagens. Sua memória só armazenava 20 mensagens de texto, bateria com até 5 horas de autonomia (com o uso de pilhas AAA para salvar a sua vida) e nada de Snake nesse telefone. Só fui conhecer o que era isso quando comecei a comprar celulares da Nokia, três anos depois.

O primeiro celular é algo que todo geek que se preza simplesmente não esquece. Não me lembro quanto eu paguei por ele, mas não foi algo tão barato. Muitos telefones vieram depois desse, e sou um felizardo por ter testemunhado toda essa evolução tecnológica.

E olhando para essa jornada, nem parece que faz tanto tempo assim. 20 anos na vida de muita gente pode não parecer muita coisa, mas para quem vive o mundo da tecnologia, é uma eternidade.