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Depois da parceria com os japoneses detentores da marca Vaio, a Positivo Informática lança a Quantum, sua nova divisão de smartphones, que tem como objetivo buscar algum espaço entre os fabricantes internacionais já consolidados. Além disso, é mais uma tentativa da empresa de Curitiba ‘ser levada a sério’ dentro desse segmento.

Na verdade, a Positivo Informática carrega uma estigma de fazer produtos com qualidade de gosto duvidoso. Não digo nem abaixo da concorrência, já que algumas pessoas simplesmente ignoram a empresa quando se refere à parte de computadores. Bom, devo dizer que eu comecei a minha vida de blogueiro e podcaster escrevendo em computadores e notebooks da Positivo Informática, e eles até que me serviram bem. Principalmente o desktop, que sobreviveu por três anos, até que entendi que precisava de um equipamento mais potente.

Dito isso, a Positivo se lança ao mar dos tubarões chamado ‘mercado mobile brasileiro’ em um momento nada favorável. Além da concorrência estrangeira já ter anunciado produtos igualmente interessantes (que o diga a Motorola e a Asus, em especial), o Governo Federal decidiu acabar com a isenção fiscal do PIS/Cofins, o que seria um grande trunfo para eles em relação aos adversários.

Mesmo assim, a Positivo aposta na Quantum. Uma nova marca, uma nova proposta. Bom, na verdade não é uma proposta tão nova assim. Temos aqui uma reformulação de marca (para afastar a má impressão que o grande público tem sobre a Positivo), e um modelo de negócios que é o mesmo adotado pela Xiaomi, que é a venda direta para o consumidor final, sem passar necessariamente pelo e-commerce brasileiro.

Os modelos Quantum apostam na relação custo-benefício e no design bem ajustado para convencer o consumidor de que esses dispositivos merecem ser olhados com outros olhos. A grande diferença entre os dois smartphones Quantum GO apresentados hoje (02) em São Paulo estão na conectividade 3G ou 4G. Fora isso, são modelos muito similares, com processadores diferentes (ambos abraçando a MediaTek, que virou a rainha dos fabricantes que buscam um lugar ao sol), câmeras que prometem ser ajustadas para boas fotos e selfies, slots para microSD, e um design fino e leve.

Com preços a partir de R$ 699, a Quantum entra na briga daquele que é chamado de ‘linha divisória entre mercado de entrada e mercado de linha média’, em uma faixa de preço que o muito bem sucedido Motorola Moto G não mais pertence, mas que outros fabricantes querem conquistar. Talvez para o público menos exigente, ou para aquele usuário de entrada que vai comprar o primeiro smartphone de linha média, a Quantum aparece como mais uma das opções.

Porém, só poderei ter certeza absoluta disso quando testar os produtos lançados hoje.

Me ajuda a te ajudar, Positivo Informatica! Manda os brinquedinhos para o titio aqui fazer review, vai!