
Sim, eu sei que o Barcelona derrotou o Real Madrid na final da Copa do Rei. E de forma justa, porque jogou mais, correu mais e foi mais ofensivo. Mas é impossível não pensar na reação intempestiva do zagueiro madrilenho Antonio Rüdiger no final do jogo.
Foi até engraçado, se não fosse algo preocupante: Rüdiger indignado, jurando de morte e ameaçando invadir o campo para pegar na porrada alguém que as câmeras na transmissão não registraram quem era.
E uma coisa não sai da minha cabeça: quem o Rüdiger queria encontrar para perder a primeira instância (respondendo a uma tentativa de homicídio).
Temperatura elevada no Real Madrid
A reação de Rüdiger (que foi acompanhado de Vinícius Júnior, que também estava fora do jogo) pode ser um indício de como está “delicioso” o clima no Real Madrid (e eu espero que você entenda uma ironia quando se deparar com uma).
E nem poderia ser diferente: o Madrid perde dois clássicos para o Barcelona ao longo da temporada (incluindo uma decisão de Supercopa da Espanha), é eliminado da UEFA Champions League nas quartas de final, e agora perde a Copa do Rei para o maior rival.
Tudo isso resulta em uma temporada que, depois de muitos anos, passará em branco para o Real Madrid.
Sem títulos.
E se a batata de Carlo Ancelotti estava assando, agora ela queimou de vez. Não será surpresa se o próximo clássico contra o Barcelona, marcado para o dia 11 de maio, for o último do treinador no comando do Madrid.
Toda relação tem um começo, meio e fim. E a relação de Ancelotti com o time madrilenho parece estar mais do que esgotada, assim como o próprio elenco, que está irritado, envelhecido e aparentemente cansado.
A prova do desgaste do elenco?
O gol do título do Barcelona na prorrogação nasceu de um passe errado de ninguém menos que Luka Modrić, um dos veteranos do time.
Se você descobrir, me conta
Parabéns ao Barcelona pela conquista.
Um time muito mais jovem, muito talentoso e habilidoso. A diferença de idade para menos jogou a favor do time quando precisou correr mais durante a prorrogação. E é muito difícil jogar contra talentos como Pedri, Lamine Yamal e Raphinha em uma mesma equipe.
Quanto a isso, tudo certo. Não há o que discutir.
Mas a curiosidade continua: quem o Rüdiger queria pegar na porrada a todo custo no final do jogo?
Se você souber quem é esse pobre coitado que brincou com a morte (porque, afinal de contas, o Rüdiger é um gigante pela própria natureza), por favor, me avise.
Para mim, diante do fato consumado do título do Barcelona, isso se tornou mais importante ou relevante do que a disputa em si.
Não que eu queira que o Rüdiger acerte a cara de alguém, pois sou contra a violência, apesar de toda a minha empolgação ao falar nesse tema.
Mas gosto do entretenimento. E o que Rüdiger entregou hoje no final do jogo foi a cereja no bolo do entretenimento que foi um clássico intenso, tal e como deve ser uma final entre dois gigantes do futebol mundial.
E eu jamais vou querer que o Rüdiger fique bravo comigo, pois não sei se terei cinco ou seis pessoas por perto para segurar o cara.

