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Todo mundo quer ter o “seu alguma coisa”. Explico: todo fabricante quer ter o seu iPhone, o seu Apple AirPods, o seu Apple Watch e outros dispositivos da Apple. Mas tem um segmento que os fabricantes querem seguir os passos da Xiaomi: o das pulseiras inteligentes ou smartbands.

Nesse segmento, a Mi Band é o produto de referência. Ele é praticamente imbatível na popularidade, e foi o dispositivo que melhor definiu essa categoria. Por isso, a Realme apresentou na semana passada o Realme Band, que quer ser a Mi Band da empresa.

E abraça um argumento muito forte para convencer o consumidor: o preço.

 

 

 

É mais barato, mas oferece um pouco menos

 

 

Comparando os dois produtos de forma muito superficial (não estou fazendo um juízo de valor em um comparativo mais técnico e embasado em testes de bancada, e por causa disso nem eu e nem você seremos muito exigentes nesse julgamento, certo?), a Xiaomi Mi Band 4 é tecnicamente superior que a Realme Band.

Tá, vou ser mais pessoal para não criar atritos: a Mi Band me agrada mais, ou atende melhor as minhas necessidades. Entrega uma autonomia de bateria maior e pode quantificar um número maior de atividades em relação à Realme Band.

Se eu tivesse que escolher um dos dois produtos de forma obrigatória, escolheria a Xiaomi Mi Band 4. Deixo isso muito claro a essa altura do texto.

Por outro lado, não tenho motivos para depreciar a Realme Band. Seus 9 dias de autonomia de bateria são bem vindos para a maioria dos usuários (colocar a pulseira inteligente para recarregar toda semana é algo minimamente razoável e plausível), e alguns elementos quantificadores que ficaram de fora não são tão indispensáveis assim.

 

 

Em compensação, a proposta da Realme agrega outras características que podem compensar as ausências detectadas, como por exemplo a quantificação de críquete (muito popular na Índia, mas que deve ficar de fora na versão internacional) e, principalmente, a sua compatibilidade com qualquer conector microUSB, dispensando assim o uso de um carregador proprietário, tal e como acontece com as pulseiras inteligentes da Xiaomi.

Essa liberdade na possibilidade de recarga de bateria é um ponto muito positivo para o Realme Band. Considerando que eventualmente você precisa viajar por mais de duas semanas, esse não vai ser um empecilho na utilização do produto, pois até mesmo o carregador do seu smartphone serve para recarregar a bateria da pulseira.

E o ponto mais positivo a favor da Realme Band é o seu preço que, lá fora, custa a metade da Mi Band. Para quem procura pagar menos para ter as características mais básicas de quantificação, esse modelo tem tudo para agradar.

 

 

 

Realme Band: vale a pena?

 

 

E por que não valeria?

Faz o básico e custando menos que a Mi Band, tem design bonito, tela colorida, resistência à água e todas as principais características técnicas que o seu principal concorrente possui… e custando a metade? É claro que vale a pena.

É um produto recomendado para os menos exigentes, e para quem não é fã convicto das soluções da Xiaomi. Convenhamos: um público consumidor em potencial que não é pequeno.


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