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O que eu, um idiota convicto, vou fazer da minha vida a partir de agora?

É muito complicado avaliar o impacto da revista MAD na cultura pop global. Não apenas nos Estados Unidos, país para o qual o seu humor ácido, crítico, non sense e totalmente retardado era direcionado. No Brasil, ela alimentou a imbecilidade e o bom humor de gerações de brasileiros. Alguns deles que hoje estão no mundo do entretenimento foram confessos leitores da revista.

Pois bem, a revista MAD anunciou o seu fim, depois de 67 anos ininterruptos de publicações nos Estados Unidos. No Brasil, a revista teve altos e baixos, e eu confesso que não acompanhava mais as suas publicações mensais ou bi-mensais. De qualquer forma, não posso negar que esse é o fim de uma era. O fim de um marco.

 

 

Não dá para dimensionar o impacto da MAD na cultura pop

 

 

Tentar definir o impacto da MAD na cultura pop e do entretenimento é como tentar definir o impacto de Shakespeare na literatura ou dos Beatles na música. A quantidade de pessoas que essa revista influenciou é incalculável. E, por incrível que pareça, diferente daquilo que a minha mãe imaginou que poderia acontecer (o surgimento de um bando de adultos retardados mentais babando pelas ruas e dando risadas de forma aleatória), tudo deu certo.

Eu mesmo não sou um imbecil que baba pelas ruas dando risada. Sou só um cara que dá risada de tudo, igualmente imbecil e que baba só de vez em quando. Não pelas ruas.

A MAD (revista) cresceu a ponto de virar filmes, livros, revistas em quadrinhos e outros conteúdos que influenciaram tantas outras expressões de humor e arte que não dá para dimensionar o seu impacto real no nosso mundo.

 

 

O que eu posso dizer nesse momento, sem medo de errar, é que sem a MAD, a comédia moderna (especialmente a norte-americana) seria muito diferente. Falar da MAD é falar de alguns dos melhores momentos da minha adolescência, e reverenciar uma das principais referências para não ser um ser humano amargo e desgostoso da vida, além de desenvolver um olhar mais irônico para rir das tragédias e comédias cotidianas.

 

 

Alfred E. Neuman está morto.

Longa vida a Alfred E. Neuman.

 


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