A Samsung anunciou a lista oficial de dispositivos que vão receber o Andorid 9.0 Pie, além do calendário dessas atualizações nos diferentes dispositivos. As principais ausências da lista já eram esperadas: os modelos Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge. E aqui eu vejo como eu tomei a sábia decisão em vender a minha unidade do Samsung Galaxy S7 Edge Black de 128 GB antes desse anúncio.

O que não quer dizer que eu não vou sentir falta desse smartphone. Ele foi um dos melhores dispositivos Android que eu utilizei ao longo de todo esse tempo como geek conectado. Muita gente defendeu esse modelo na época do seu lançamento e manteve consigo como dispositivo principal por muitos anos. E eu sou mais um na lista dos defensores do Galaxy S7 e do Galaxy S7 Edge.

 

 

Eu fui o feliz proprietário dos dois

Primeiro, o Galaxy S7. Eu comprei a primeira unidade das duas que eu utilizei no final de 2015, e simplesmente adorei o dispositivo. Pequeno, potente, com um Android que funcionava bem (e ficou melhor ainda com as atualizações para o Android Nougat e com a chegada da interface Samsung Experience), um processador muito competente e câmeras simplesmente excelentes.

Porém, eu tive que vender essa unidade dois meses depois da compra, para pagar a caução do apartamento que eu iria morar em Ponta Grossa (PR). Coisas da vida, pois precisamos estabelecer prioridades.

Eu trabalhei por um ano com vários outros smartphones de diferentes fabricantes, na esperança de um dia recuperar o Galaxy S7. E isso aconteceu no final do ano passado. Eu estava feliz de novo com um smartphone excelente, mas… não era a mesma coisa. A tela era pequena demais e a bateria estava com uma autonomia abaixo do desejado. Especialmente pelo fato do segundo modelo ser a versão americana, com o processador da Qualcomm, que era notoriamente conhecido por consumir mais bateria que o processador Exynos.

Vendi esse segundo Galaxy S7, mas já tinha o Galaxy S7 Edge Black na mira, especialmente por causa dos 128 GB de armazenamento. Meses depois, eu estava com este modelo, que acabei comprando por um valor que considerei bem competitivo (na casa dos R$ 1.500). E então, eu fui BEM FELIZ com esse baita smartphone.

Estética linda, um Android Oreo que funcionava muito bem com a Samsung Experience (raramente eu fiquei sem bateria), câmeras excelentes, com uma qualidade de imagem e áudio excelentes e uma performance impecável. Mas eu logo pensei que esse modelo estava chegando ao fim do seu ciclo de vida no que se refere às atualizações do Android. Eu sabia que dificilmente o Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge receberiam o Android Pie. Logo, eu tinha que passar esse modelo para frente também, antes que acontecesse a mundialmente conhecida desvalorização do dispositivo Android.

Ao receber o ASUS Zenfone 5 e constatar que ele atendia todas as minhas necessidades (ainda mais contando com câmera boa, bateria ótima, dua SIM e 128 GB), eu vendi o Samsung Galaxy S7 Edge Black pelo mesmo preço que eu paguei. Eu tive sorte, na verdade: bem sabemos como um Android se desvaloriza rapidamente.

Com o fim do ciclo do Galaxy S7 e do Galaxy S7 Edge, ficam as saudades de uma das melhores séries de smartphones Android da história. Dispositivos que consolidaram a mudança de conceito da Samsung nos seus modelos top de linha que perdura até hoje.

Bem que os dois poderiam receber o Android Pie. Ainda são ótimos smartphones para a maioria dos usuários.