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A startup Zume apareceu há cinco anos com a proposta em fazer pizzas e entregá-las em domicílio em um entorno mais sustentável, substituindo os humanos no processo. A ideia não deu muito certo, já que os robôs autônomos não aprenderam a fazer pizzas tão bem quanto os humanos. Agora, os mesmos robôs farão as caixas das pizzas, e os humanos voltam a fazer as pizzas.

Não é fão fácil fazer uma pizza, mas com os US$ 375 milhões recebidos pela Zume de investimentos em 2018, a missão deveria ser simplificada. O investimento fez com que a startup fosse avaliada em mais de US$ 1 bilhão, mas fracassos e polêmicas impediram a evolução do projeto.

 

 

 

Quesito ‘fazer pizza’: Humanos 1, Robôs 0

 

A Zume queria oferecer um processo sustentável na criação e entrega das pizzas, utilizando cozinhas móveis dentro de caminhões que moderavam as áreas de operação nas cidades, o que poderia agilizar a entrega. Depois de quatro anos de operação, a última pizza foi servida no mês passado, e metade dos seus funcionários foi demitida.

Não está muito claro o que aconteceu com a empresa, mas tudo indica que seu cenário interno não era o que aparentava ser no externo. Os robôs não eram tão precisos com os ingredientes, e os resultados ficavam abaixo do desejado. Em muitos casos, o robô se limitava em transportar a pizza e colocar o molho de tomate, e nada mais.

 

 

O que vai acontecer agora? A Zume vai se concentrar em produzir as caixas de pizza e outras embalagens, já que comprou no ano passado a Pivot Packaging, empresa dedicada à embalagens de alimentos.

Por enquanto, a Zume fechou parceria com algumas empresas para produzir as suas caixas de pizza com materiais biodegradáveis, onde o maior nome é o Pizza Hut. No seu site, eles explicam que pretendem criar embalagens 100% sustentáveis, reduzindo o impacto no meio ambiente mais do que outras opções, como o papel e o plástico, além de ser uma alternativa mais econômica e mais rápida para fabricar.

 

 

A Zume também segue com o seu negócio de entregas de pizzas com os veículos personalizados e aproveitando a tecnologia e experiência acumulada. Seguem analisando as áreas onde há mais pedidos, encaminhando seus caminhões para essas regiões para que os pratos cheguem aos clientes o quanto antes. Tudo isso é conectado pelos seus correspondentes aplicativos para os usuários.

Mas a fabricação das pizzas continua a ser uma especialidade humana… pelo menos por enquanto.

 

 

 

Via Business Insider, Zume


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