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Vamos começar esse post cantando, mesmo que virtualmente. Vamos lá, cantem comigo esse clássico:

 

“Na casa do senhor não existe Satanás! Xô, Satanás! Xô, Satanás!”

 

A trilha sonora nesse caso é perfeita para definir Will Carroll, um sobrevivente do coronavirus que é baterista de heavy metal. Ele contraiu a doença enquanto estava em turnê com a sua banda Death Angel no começo de março. Seu quadro ficou muito grave, a ponto de poucos acreditarem que ele teria um final feliz.

Mas no final, tudo deu certo. Em 30 de abril, o roqueiro acordou de um coma dias depois do diagnóstico positivo para COVID-19. A equipe médica que cuidou do seu caso não estava acreditando no que estava acontecendo, pois esse é um caso de genuíno sucesso. Em Will, foram aplicados todos os tratamentos possíveis e imagináveis, indo da tão polêmica hidroxicloroquina e azitromicina até o remédio experimental remdesivir.

Nem os médicos que trataram Will conseguem identificar qual foi o medicamento que fez uma diferença significativa em seu caso (e acho que eles não vão contar, pois como já conhecemos a estupidez das pessoas, o mais provável é que aconteça uma corrida desenfreada nas farmácias para comprar o medicamento), mas o que ajudou mesmo foi deixar o música de barrica para baixo durante 18 horas por dia, enquanto o equipamento de ventilação melhorava a oxigenação do corpo.

O tratamento foi tão útil, que o pessoal do hospital desenvolveram um sistema específico para os pacientes com COVID-19 que precisavam de uma ventilação mecânica.

Tudo bem. Até aqui, a história digna de um filme que deve ser produzido em 2025 (estou chutando, não tem nada de oficial nessa afirmação) está perfeita. Mas sempre tem um adicional, ou uma espécie de “bônus” para que tudo fique ainda melhor do que a ficção que nos cerca.

 

 

 

Carroll diz: “Xô, Satanás!”

 

 

Carroll contou para a imprensa que, enquanto estava em coma, ele viu a ele mesmo deixando o seu corpo e descendo para o inferno, onde o Satanás em pessoa (no caso da visão dele era uma mulher, e não o tal Jair Messias), que o castigou pelo pecado mortal da preguiça, que o transformou em um monstro gigante com formato e aparência similares ao Jabba The Hutt (quem está por dentro dos paranauês de Star Wars sabe muito bem do que eu estou falando), e vomitou sangue até que um ataque do coração veio, para deixar tudo ainda mais dramático.

Nosso protagonista acordou na cama do hospital, com tubos entrando e saindo do seu corpo, e viu uma enfermeira próxima ao seu leito. Pensou que ainda estava no inferno, mas era “apenas” o tratamento de COVID-19.

Will Carroll completou 47 anos em 13 de maio, e afirma que essa experiência (que pode muito bem ser chamado de “baladinha com o Belzebu”) o levou a repensar os seus hábitos, como deixar o álcool e reduzir o consumo de maconha (veja bem: reduzir, mas não parar… pois é maconha com uso recreativo – nunca entendi esse termo, que lembra muito o “bebo socialmente” ou o “só fumo para me acalmar”…).

E a experiência satânica fez com que Carroll passasse a acreditar que existe sim uma força superior, já que entende que as orações de sua família e amigos o ajudaram a sair dessa situação. Mas como não podemos pedir coerência dos seres humanos, ele já disse que vai seguir ouvindo metal satânico, mas que na sua vida pessoal, entende que Satanás não é mais alguém tão genial assim.

Tanto a mulher que o castigou, quanto o Jair Messias. Satanás pode aparecer em diferentes formas para as almas aflitas.

 

 

Via The San Francisco Chronicle


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