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Russell se frustra com Mercedes caótica

A Mercedes ainda não se encontrou em 2025, e o Grande Prêmio da Arábia Saudita deixou isso bem claro.

Mesmo após uma classificação promissora, que colocou George Russell na terceira posição do grid, o desempenho em corrida ficou aquém do esperado. O britânico terminou a prova em quinto lugar e reconheceu que o resultado não foi nada além do que o carro foi capaz de entregar em Jeddah.

Considerando o sexto lugar de Andrea Kimi Antonelli e que Charles Leclerc terminou na frente dos dois carros, a Mercedes tem sim motivos de sobra para sair da Arábia Saudita com um gosto amargo na boca.

E se George Russell não está feliz, Toto Wolff muito provavelmente também não está.

 

O que deu errado?

Russell ainda conseguiu manter o seu ritmo próximo ao de Max Verstappen e Oscar Piastri após a largada, mas isso foi mudando com o passar do tempo e o desgaste dos pneus médios, o que resultou na queda de desempenho da Mercedes.

A segunda metade da corrida cobrou o preço de todo o esforço feito na primeira metade.

Na tentativa de prolongar o desempenho, a Mercedes apostou na troca para pneus duros, buscando manter consistência no ritmo até o fim da prova. E aconteceu exatamente o contrário: os pneus sofreram com superaquecimento, especialmente no lado dianteiro esquerdo.

No final, Russell terminou a prova em um estado crítico, perdendo um segundo por volta e permitindo as ultrapassagens de Charles Leclerc e Lando Norris.

Russell afirma que a Mercedes subestimou o comportamento dos pneus por não realizar simulações de corrida nos treinos livres da Arábia Saudita, confiando cegamento nos dados obtidos nos trechos curtos.

O que chega a ser algo amador vindo de uma equipe como a Mercedes. Não entender que a pista poderia consumir mais pneus mesmo nas condições de corrida noturna, é algo simplesmente inaceitável.

Sem falar na volatilidade de desempenho do carro em si, que foi muito melhor no Bahrein em situações climáticas (e de pista) teoricamente semelhantes).

 

Russell ainda está na briga porque é regular

George Russell se mantém na disputa do campeonato neste começo por conta de sua regularidade. Sua sólida sequência de bons resultados se reflete na tabela de pontuação, e até mesmo o fraco quinto lugar deve ser reconhecido como o quinto resultado do piloto dentro do Top 5 das corridas da temporada.

Já seu companheiro de equipe, Andrea Kimi Antonelli, não tem a mesma sorte. Terminou em Jeddah em sexto, mas quase abandonou ao sentir vibrações no carro nas voltas finais. Seus resultados no campeonato mostram que ele tem sim futuro na Fórmula 1, mas já podemos dizer que a Mercedes está mais atrapalhando do que ajudando ao estreante neste momento.

Antonelli afirmou que chegou a rezar para que o carro aguentasse o final da corrida na Arábia Saudita, e também sofreu com o superaquecimento dos pneus, reforçando a teoria de um problema sistêmico no carro da Mercedes.

Mesmo com um carro melhor do que nos anos anteriores, a Mercedes terá que voltar para a prancheta e entender por que o seu carro se comporta de forma tão volátil com uma diferença de uma semana.

E – o mais importante – parar de cometer erros primários de preparação e gestão das corridas.

É a Mercedes, não a Aston Martin.

 

Via Formula1.com