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Salas de cinema usando videogames para sobreviver. É… o mundo dá voltas mesmo…

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Os mais otimistas entendem que o mundo vai voltar ao normal em 2021. Na minha modesta opinião, o “normal” de antes acabou de vez, e o “novo normal” é o que vamos ter a partir de agora, com uma maior estabilidade em 2022.

Um dos setores que mais sofreu os impactos da crise global que ainda perdura no mundo foi o cinema. E a dinâmica aqui está tão louca, que o seu futuro ainda é incerto.

Eu mesmo me despedi do cinema, mas não descarto a possibilidade em voltar para as salas um dia. Por outro lado, se o setor não se ajudar, ele está fadado à morte, de forma quase inevitável.

De qualquer forma, alguns países estão pensando nessa reformulação da proposta do cinema, buscando alternativas para sobreviver diante do cenário de caos que ainda perdura ao redor do mundo.

 

 

 

A ironia jogada na sua cara

 

Algumas redes de cinema em determinados países ao redor do planeta estão adotando uma iniciativa bem interessante para reinventar o uso das suas salas. E recorrem ao “inimigo” para essa sobrevivência: o uso dos videogames nas telas enormes dentro das salas.

É uma forma até irônica para tentar se salvar da morte. Digo isso porque, nos últimos anos, foram os videogames um dos grandes vilões para as quedas de público que as salas de cinema registraram.

Isso mesmo, amigo leitor mais conservador. Não foi a pirataria, não foi o torrent, nem o streaming ou a TV por assinatura os culpados pelo esvaziamento das salas de cinema. Se tem um meio de entretenimento que ferrou de vez a vida das grandes redes foi mesmo o videogame.

No lugar de pagar R$ 100 ou mais para ver um filme de duas horas e meia dirigido pelo Michael Bay, as pessoas investiram esse dinheiro na assinatura do Xbox Live Ultimate ou da PS Plus, entrou em contato com os amigos online, e ficou em casa jogando durante os finais de semana.

Tá, o streaming também ajudou a ferrar com o cinema, já que a perspectiva de consumo de entretenimento é a mesma. Porém, os videogames lucram mais que o cinema nos últimos anos, e se valer desse “inimigo” para tentar a sobrevivência mostra o desespero das redes de cinema.

 

 

 

Videogames em telas grandes

 

Mas não podemos culpar as redes de cinema por tentar essa estratégia.

Quem já jogou videogames em telas gigantes sabe muito bem que a experiência gaming é completamente diferente. Maior imersão, maior percepção de tudo o que está acontecendo ao redor e uma maior satisfação a longo prazo, com várias horas de jogo nessas condições.

Por isso, não é nenhum absurdo ver salas de cinema da Coreia do Sul e dos Estados Unidos oferecendo suas instalações para gamers que estão dispostos a pagar para ter uma experiência diferenciada.

Nesses locais, você pode jogar sozinho ou com um grupo de amigos de até 36 pessoas, realizando pequenos campeonatos com uma tela gigante como protagonista. E com todos os protocolos de segurança sanitária (assim espero).

Estou curioso para ver o que mais as redes de cinema vão fazer para tentar sobreviver ao caos que perdura em nossas vidas desde 2020.


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