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Vou confessar que eu era um pouco reticente ao fim dos conectores para fones de ouvido de 3.5 mm. Como viciado em música, eu simplesmente me irritava com a primeira geração de fones de ouvido Bluetooth, que perdiam a sincronização com o smartphone o tempo todo e entregavam uma qualidade de áudio que era simplesmente péssima (em alguns casos faltava muito para poder chamar de péssima).

Com o tempo, eu fui me convencendo sobre a qualidade dos pequenos fones Bluetooth True Wireless, e me interessou em particular as propostas da Xiaomi e seu parceiros. Já tive o Redmi Airdots, e agora estou com o Haylou GT1 Pro, e até que estou me dando bem com essa proposta de produto. Bom, ainda acho que os fones Bluetooth não superam os fones que usam o bom e velho conector de 3.5 mm na qualidade final do áudio, mas ao menos os produtos de hoje são usáveis, e não imprestáveis como os gadgets do passado.

OK. Aí vem a Samsung e lança o Galaxy Buds+, apresentando uma proposta real de abandono completo e definitivo do plug conector para os fones, e minha cabeça fica bagunçada, com o coração bem dividido.

 

 

 

Jogo dinheiro na tela do notebook, mas nada acontece…

 

O Samsung Galaxy Buds+ tem virtudes que me chamam tanta atenção, que muito provavelmente eu não vou dormir pensando nele, desejando ele, pedindo para ele me possuir como uma cadela no cio. Mas vou diminuir a minha empolgação erotizada por um gadget para explicar melhor o meu ponto de vista. E eu tenho quase certeza que você vai me entender.

Para qualquer pessoa que é viciada em música e precisa de tempos em tempos fazer longas viagens (eu me encaixo nos dois itens), um dos problemas dessa atual geração de fones Bluetooth True Wireless é a autonomia de bateria, que é relativamente baixa para as duas exigências. Ter um fone de ouvido sem fio que aguente por 3h30 a 4 horas é o padrão de hoje, mas não mais do que isso. E em alguns casos, fazemos viagens de 10, 12 horas.

Bom, eu pelo menos faço. E não é para Nova York, como você acabou de pensar. É para Araçatuba mesmo!

Por isso, o Samsung Galaxy Buds+ se encaixa perfeitamente no meu perfil de uso e nível de exigências. Ele promete nada menos que 11 horas de reprodução de músicas de forma contínua, ou seja, sem chegar perto do case de recarga. E quando ele precisa recarregar, bastam míseros três minutos de recarga para devolver uma hora adicional de reprodução de músicas.

É tudo o que eu pedi. É tudo o que eu queria.

Agora vai!

 

 

 

Podem aposentar o conector de 3.5 mm de uma vez por todas

 

Na verdade, eu estou exagerando aqui.

Notebooks, tablets e outros dispositivos eletrônicos dependem do bom e velho fone de ouvido com pino para garantir a privacidade de quem quer ouvir músicas ou ver um vídeo no YouTube sem incomodar as demais pessoas (e se isolando do mundo exterior de tal forma, que bombas podem cair ao seu redor, e você não dará a mínima).

Mas cada vez mais estamos diante de uma realidade prática onde os smartphones não precisam mais ter um espaço perdido com esse conector. O Samsung Galaxy Buds+ deve atender bem todas essas frentes. E não estou falando apenas da longa autonomia de bateria: falo também de tonas as tecnologias integradas pelos sul-coreanos para oferecer um som de alta qualidade, e isso também entra na minha equação.

Sério mesmo… esse Galaxy Buds+ tem argumentos de sobra para que eu economize alguns trocados para correr atrás dele… no Paraguai, quem sabe (pois no Brasil ele vai custar a rótula do meu joelho direito, e eu não posso ficar sem ela para caminhar).


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