Calma. É apenas uma opinião. Pode ser uma opinião polêmica e impopular, mas é uma opinião. O fato de todo mundo dizer que o Samsung Galaxy Fold é caro demais é algo que não precisa necessariamente ser algo unânime. E toda opinião contrária precisa ser respeitada e analisada.

De fato, o Samsung Galaxy Fold tem um preço que está acima de qualquer outro smartphone que não está associado a uma marca de luxo. E isso acontece por causa de dois fatores muito importantes.

O primeiro fator é a associação direta com os preços que estamos acostumados a ver em um smartphone. O segundo fator é porque, pela primeira vez em mais de uma década, temos um smartphone que tem cara de apresentar algo novo de verdade. Sim, amigos… o Samsung Galaxy Fold é o dispositivo mais inovador dos últimos cinco anos, pelo menos.

O Samsung Galaxy Fold precisa ser visto como um dispositivo novo, diferente e disruptivo. Tal e como foi o iPhone em 2007. Porém, o iPhone tinha algo diferente que esse Galaxy não possui: o software. Por mais inovador que seja o hardware do Fold, ele ainda é um smartphone Android. Porém, o seu preço já se justifica pela tecnologia por trás de sua tela principal.

Por outro lado, depois da Xiaomi lançar o Mi MIX (reforçando a tendência do fim das bordas de tela), apenas a Samsung nessa semana tentou alcançar patamares mais altos. Ou seja, ainda não podemos dizer que apareceu um novo iPhone em termos de inovação, mas chegamos perto disso com o lançamento do Galaxy Fold.

 

 

Logo, US$ 1.980 para um dispositivo com essas características conceituais pode ser um valor considerado elevado? Bom, em 2015, sim. Hoje, também. Aliás, qualquer smartphone que custa US$ 1.000 ou mais eu já considero um preço exagerado. Porém, como estamos em 2019, muitos já aceitam com mais naturalidade os US$ 999 cobrados por um dispositivo top de linha. Logo, o dobro disso não é algo tão incoerente dentro dessa equação matemática.

De novo. É apenas uma opinião, tá? E nem é uma opinião que reflete algo que eu realmente penso. Porém, é meu dever tentar mostrar o outro lado da moeda de vez em quando.