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Sério… acho melhor eu parar de contar quantos smartphones a Samsung vai lançar ao longo de 2020 em fevereiro, pois o número será inflado demais para calcular (e ter que esfregar isso na cara dos coreanos não vai ser tão legal assim quanto se imagina).

Mas não posso resumir um post com pouco mais de 500 palavras apenas criticando a Samsung por inflar o mercado de smartphones com produtos para todos os tipos de usuários (o que deixa os mais leigos completamente perdidos sobre o que cada modelo oferece de verdade). Se essa manada de telefones pode desagradar aos que entendem que o portfólio da marca poderia (e deveria) ser mais enxuto, por outro lado, eu até tenho motivos para elogiar esse lançamento.

E motivos que vão além das especificações técnicas.

Já que…. quem diria… o Samsung Galaxy M31 dá uma bela democratizada na oferta de recursos avançados em smartphones com configurações mais modestas.

 

 

 

Os humilhados serão exaltados

 

 

A série Galaxy M da Samsung é composta por dispositivos de entrada ou de linha média, que apostam basicamente na melhor relação custo-benefício possível, em um esquema “cobertor curto” que pode não agradar a muitos usuários, mas que pelo menos permitem que os telefones mais modestos recebam alguns agrados por parte dos fabricantes.

E isso é muito bom. Afinal de contas, dispositivos de entrada e de linha média estão recebendo features avançadas e disponíveis apenas nos dispositivos premium em um tempo muito menor. Ou vai me dizer que você realmente achava que os dispositivos de entrada iriam receber tão rápido as quatro câmeras traseiras?

Pois é: o Samsung Galaxy M31 se destaca justamente por essa capacidade em oferecer features mais avançadas em um telefone de entrada. E não faz feio: processador Exynos 9611 (que é melhor do que muito MediaTek e Qualcomm disponíveis nas categorias menores), 6 GB de RAM, 128 GB de armazenamento, tela com notch em forma de U, câmera quádrupla traseira e a sua incrível bateria de 6.000 mAh, com recarga via porta USB-C.

São números generosos para um telefone da família Galaxy M, concorda?

 

 

Tá, eu sei que alguns leitores vão dizer que existem vários ‘poréns’ nessas especificações (por exemplo, como o software vai trabalhar com tudo isso, o gerenciamento dessa bateria via One UI, a qualidade dos sensores de câmera e o software que vai analisar tudo isso, a inteligência artificial, entre outros), e eu até compreendo que aqueles que levantam essas observações estão com uma certa dose de razão.

O tempo e a história mostram que, no mundo da tecnologia, números não significam nada.

Porém, é de se elogiar sim o esforço (ou pelo menos a tentativa de) que a Samsung faz ao oferecer recursos mais avançados em dispositivos que, teoricamente, fazem parte de uma linha de entrada de smartphones, o que reforça a ideia que alguns fabricantes estão fazendo a roda da tecnologia girar, aumentando a relação custo-benefício desses modelos que antes eram marginalizados pela humildade de suas especificações.

 

 

Vendo de longe, a Samsung fez um bom trabalho com o Samsung Galaxy M31. Inclusive no preço sugerido de 192 euros. É claro que esse telefone vai custar mais caro quando desembarcar aqui e em outros mercados. Mas pelo conjunto da obra, ele chama a atenção. Positivamente.


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