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Durante muitos anos, nós criticamos a Samsung por lançar muitos smartphones no mercado. Em 2013, ela foi criticada por lançar dispositivos de todos os tamanhos e gostos (indo de celulares com telas de 3 polegadas até tablets com 101. polegadas), e em 2014 a empresa chegou ao cúmulo em apresentar um smartphone por semana ao longo de todo aquele ano.

Nos últimos tempos, é inegável que a Samsung simplificou o seu catálogo, mas não com toda a eficiência e minimalismo que a empresa prometeu. Agora, com os vazamentos relativos ao Galaxy Note 10 Lite e ao Galaxy S10 Lite (que são praticamente uma realidade por causa das certificações dos dispositivos na FCC e na Anatel), vamos voltar ao passado, com modelos que confundem os mais leigos com sacrifícios pontuais em alguns componentes, mas não a ponto de considerarmos os modelos como os “primos pobres” dos dispositivos principais.

 

 

 

Um Galaxy Note 10 Lite que pode mostrar o futuro

Apesar do nome, o Galaxy Note 10 Lite É MAIOR que o Galaxy Note 10+, entregando a máxima diagonal de tela possível para um dispositivo que quer ser manejável para os usuários. Há quem diga que a Samsung vai adotar essa proposta de design para o Galaxy S11 que será apresentado em fevereiro de 2020.

Os sacrifícios passam pelo processador (Exynos 9180, o memso presente no Galaxy S9 de 2018), mas seus módulos de câmera são aparentemente decentes, sua bateria de 4.500 mAh está de ótimo tamanho, e custar 629 euros não é nenhum absurdo.

Ou seja… o que tem de Lite nesse dispositivo?

 

 

Galaxy S10 Lite também aposta em uma grande bateria

O Galaxy S10 Lite tem proposta semelhante. É maior que o S10+ na tela e recebe o potente processador Snapdragon 855. Onde pode ter algum sacrifício (e aqui pode ser também o contrário) é nas câmeras, já que o sensor de 48 MP não significa entregar maiores vantagens que os sensores do modelo principal.

Seu preço sugerido será de 680 euros, teoricamente maior que o do Note 10 Lite, o que surpreende. A diferença de valor pode se explicar no modelo do processador, mais antigo e menos potente no modelo que tem a S Pen.

 

 

Lite que nem é tão Lite assim

Nos dois casos, a Samsung usa a curiosa tática em entregar produtos com sacrifícios pontuais para diversificar nas vendas no segmento de smartphones top de linha, algo que deve ter funcionado bem com o Galaxy S10, que já chegou com duas variantes (S10+ e S10e).

Se os preços acima dos 600 euros se confirmarem, estaremos diante de telefones que, de Lite, só tem o nome. Não são telefones mais modestos. Pelo contrário: continuam sendo tops de linha de respeito.

É esperado que esses modelos sejam apresentados durante a CES 2020, que começa no dia 7 de janeiro. Então, vamos entender melhor qual é a estratégia da Samsung, que apresenta modelos repetitivos, com recursos e experiências de uso já conhecidas. Mas que aposta na diversidade de preços para expandir seus lucros.

Eu me pergunto por quanto tempo essa estratégia vai dar certo.


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