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E quem disse que eu não fico em dúvida sobre novos produtos de tecnologia?

Sou humano. Sou mortal. E como carboidratos. Todos esses elementos resultam em uma pessoa cheia de defeitos, gorda, com algumas espinhas que não mais deveriam existir e com dúvidas na cabeça. Até eu fico indeciso quando penso no meu próximo produto de tecnologia. Logo, posso imaginar o que muita gente mais leiga sente, e é por isso que estou sempre disposto a ajudar.

Nesse caso, a minha dúvida está na Samsung e com sua linha Galaxy Note. Mas fiquem tranquilos, pois não vou cometer a loucura de investir o pouco dinheiro que tenho com um Galaxy Note 20. Quem faz isso precisa repensar várias vezes alguns conceitos na vida.

Mas confesso que estou de olho no Galaxy Note 10+, que certamente deve ter o seu preço reduzido nos próximos meses, uma vez que o seu sucessor direito, o Galaxy Note 20 Ultra chegou ao mercado.

E a minha dúvida é: vai valer a pena?

 

 

 

O novo que valorizou o velho

 

 

Eu escrevi sobre o Galaxy Note 20 e o Galaxy Note 20 Ultra lá no TargetHD.net, e deixei bem claro o meu ponto de vista para esses lançamentos. Insisto que a Samsung deixou a desejar em alguns pontos considerados cruciais para posicionar melhor esses dispositivos dentro do segmento de smartphones premium, e no caso do Galaxy Note 20, foi difícil entender o que os coreanos tentaram.

Não dá para engolir um smartphone premium com carcaça de plástico em pleno 2020. Também é incompreensível aquela tela com taxa de atualização de 60 Hz, e os recursos que foram capados do modelo tornam a sua relação custo-benefício injustificável.

E não quero dizer que o Galaxy Note 20 é um smartphone ruim. Com tudo isso, ainda é um dos melhores telefones Android que você pode encontrar no mercado em 2020. Porém, ele não vale os caros R$ 6.499. De forma alguma.

O Galaxy Note 20 Ultra tende a ser mais equilibrado, mas olhando para o que foi apresentado no ano passado, o Galaxy Note 10+ se tornou uma opção mais satisfatória, já que as diferenças entre os dois modelos nos aspectos técnicos não são tão gritantes assim.

A não ser que você considere mesmo ter a S Pen com tempo de latência de apenas 9 milissegundos. Se isso realmente faz diferença na sua vida, pague a mais por isso (e eu não vou julgar a sua escolha).

Ou seja, a Samsung conseguiu fazer com que o novo valorizasse o velho e, dessa forma, despertou em mim o desejo de investir no Galaxy Note 10+.

Mas… será que devo?

 

 

 

Apostar no velho em detrimento do novo (de outras marcas)?

 

 

Confesso que cheguei a considerar o Galaxy Note 10 normal como minha próxima escolha de smartphone para uso pessoal, mas depois de ver os reviews da época do seu lançamento, me desanimei por causa de um item que considero vital para o meu dia a dia: autonomia de bateria.

Por outro lado, ainda quero pesquisar um pouco mais para ver como esse modelo está se comportando em setembro de 2020, após algumas atualizações que podem ter melhorado esse gerenciamento de bateria.

Enquanto isso, tenho o Galaxy Note 10+ com 256 GB de armazenamento na minha mira. Porém, este é um modelo que ainda está um tanto quanto caro no Brasil (em torno de R$ 4.399 no seu valor médio). Se bem que estou esperando para ver se esse modelo vai ficar mais barato na Black Friday (que, ao que tudo indica, não será uma Black Fraude em 2020, já que a crise que afeta a todos obriga os lojistas a oferecerem descontos competitivos).

Então, quando olho para o lado, vejo ele, de forma muito sedutora: o Poco F2 Pro.

Tá, leitor. Pode me julgar. Mas eu não me importo.

Sou um feliz proprietário do Pocophone F1 com quase 2 anos de uso, e esse telefone nunca me causou problemas. Logo, não é nenhum absurdo pensar que o Poco F2 Pro de 256 GB de armazenamento e processador Snapdragon 865 a R$ 3.899 pode me fazer mais feliz que o Galaxy Note 10+ do ano passado, que custa pelo menos R$ 500 a mais.

Olhando a longo prazo, o Poco F2 Pro pode ser a escolha mais adequada. Mas olhando para a experiência de uso (e para o desejo alimentado por muito tempo de ter um smartphone da linha Note), o Galaxy Note 10+ pode valer o sacrifício financeiro.

Aliás, deixo bem claro que não me agrada em nada olhar para dois dispositivos que custam mais de R$ 3 mil para a compra. Logo eu, que passei a minha vida comprando smartphones de segunda mão ou dispositivos que jamais ultrapassaram a casa dos R$ 2.000.

Porém, os tempos mudam. E a realidade hoje diz que um top de linha não custa menos que R$ 3.000.

Ou será que eu começo a olhar melhor para o Galaxy Note 9?

Ah, o ser humano e suas dúvidas existenciais tão irrelevantes…


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