Na IFA 2011, muita gente afirmou que o recém apresentado Samsung Galaxy Note era espetacular, mas talvez grande demais para alguns usuários. De fato, muitos se preocupavam em levar no bolso um smartphoen que mais parecia um chinelo Havaianas.

Muitas críticas vieram por causa do formato de tela generosa. Mas não demorou muito para o dispositivo fazer um sucesso sem precedentes.

Se muita gente reclamou do tamanho grande, muitos comemoraram em finalmente contar com um smartphone com um tamanho de tela acima da média. O Galaxy Note foi um influenciador, e criou uma categoria completamente nova no mercado: os phablets.

Em 2011, o mercado crescia rápido, com smartphones top de linha chegando ao mercado todos os meses. iPhone 4S e Galaxy S2 disputavam a preferência do usuário, mas nenhum dos dois (e os demais também) eram como o Samsung Galaxy Note.

A tela de grandes dimensões fazia toda a diferença, e não deixou nenhum dos presentes na IFA 2011 indiferente. E devemos considerar que ele não foi o pioneiro nesse aspecto: a HTC já tinha o Advantage, modelo com Windows Mobile e tela de 5 polegadas.

Porém, a Samsung não repetiu os erros da HTC, e garantiu no Galaxy Note uma ótima experiência de uso, em um dispositivo leve o suficiente para ser utilizado como um telefone móvel normal. A Samsung poderia arriscar, já que a linha Galaxy S se consolidou como um sucesso.

O Samsung Galaxy Note chegou ao mercado com um processador dual-core de 1.4 GHz, câmeras de 8 MP e 2 MP, 1 GB de RAM e 16 GB ou 32 GB de armazenamento. Além de contar com uma tela muito maior que a concorrência, ela era em Super AMOLED (1280 x 800), ou seja, era a melhor tela em um smartphone na época.

Mesmo com 178 gramas de peso e espessura de quase 1 cm, ele era muito portátil, com ar minimalista, semelhante ao Galaxy S2. E a S-Pen, lançada depois que Steve Jobs tirou sarro da Stylus, agregou valor de produtividade ao dispositivo.

Em resumo: a Samsung se esforçou tanto para fazer a S-Pen dar certo, que só no Galaxy Note ela funcionou direito em dispositivos com as mesmas características.

O dispositivo também fez sucesso entre os usuários casuais, que só queriam navegar na internet, rodar jogos e ver fotos e vídeos. O primeiro Note registrou vendas impressionantes, com 1 milhão de unidades comercializadas nos primeiros dois meses. Em agosto de 2012, já eram mais de 10 milhões de unidades vendidas.

O sucesso do Galaxy Note chegou na concorrência, e sua influência no mercado foi enorme. Hoje, a maioria dos smartphones vendidos contam com telas entre 5.5 e 6 polegadas. mesmo o Galaxy S9 conta com uma tela 0.5 polegadas maior que a do pioneiro nos phablets.

O mais curioso disso tudo é que smartphones que hoje são vendidos com o objetivo de serem pequenos, como é o caso do Sony Xperia XZ2 Compact, seriam considerados phablets em 2011.