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A Samsung apresentou na IFA 2014 a versão final de sua alternativa de óculos de realidade virtual, o Gear VR. Para esse produto, eles contaram com a ajuda da Oculus, empresa que ofereceu ao mundo o Oculus Rift, que pode (ou poderia, já que não sabemos qual será o seu futuro nas mãos do Facebook) ser aquele produto referência dentro desse novo segmento da tecnologia. Porém, o que pode fazer os coreanos darem o pulo do gato é o seu componente interno mais valioso: o Galaxy Note 4.

Os óculos de realidade virtual não são algo novo na tecnologia. Já foi tentado no passado por diversas empresas (principalmente aquelas relacionadas ao mundo dos videogames), mas nunca chegou a vingar no mercado. Sempre foi uma alternativa que ficava à margem dos gadgets de consumo. Agora, com os dispositivos com telas de alta definição, e um maior desenvolvimento de software, é possível retomar a aventura do mundo virtual de forma mais séria.

É o que a Samsung fez com o Gear VR. Por fora, é um produto bonito, que remete à modernidade tecnológica, e com um design interessante. Levando em conta que esse é o primeiro produto da empresa com essa finalidade, podemos considerar esse aspecto como algo positivo. Afinal de contas, ele poderia sair um monstrengo desengonçado, parecido com algum protótipo que não gostaríamos de usar.

Mas o pulo do gato do produto parece ser mesmo nos seus componentes internos. Ou melhor, no único componente interno, que é o recém lançado phablet Samsung Galaxy Note 4. Não é a promeira vez que um smartphone da Samsung é utilizado como ‘cérebro’ de um produto com suas características. Protótipos anteriormente desenvolvidos pela Oculus adotaram a mesma estratégia. A Samsung apenas oficializou o que já era feito.

Por outro lado, muitos suspeitam que essa escolha fique equivocada com o passar do tempo, ou até mesmo de forma imediata. Ok, o hardware do Galaxy Note 4 é de um modelo top de linha, e ninguém discute que, como smartphone, ele é um dispositivo potente. Porém, eu não posso deixar de lembrar que a porcaria da interface TouchWiz está presente no dispositivo, e que especificamente no Gear VR, o dispositivo não só precisa gerenciar as funções de telefone, mas principalmente os recursos de processamento de imagem.

Não só coletar as imagens pela sua câmera traseira, mas processá-las de forma que cada olho verá uma imagem diferente (tal como acontece no olho humano), ao mesmo tempo que as correções de imagem são aplicadas, para que as mesmas não fiquem distorcidas enquanto o usuário move a cabeça em diferentes velocidades. Será que o Galaxy Note 4 foi desenvolvido pensando nisso também?

Eu espero que sim. Mas como estamos falando da Samsung…

E na hora de utilizar aplicativos de terceiros? Como vai ser?

Enfim, muitas perguntas que só poderão ser respondidas com o passar do tempo. Eu gosto da ideia desses óculos de realidade virtual (apesar de entender que não utilizaria esse produto como usuário final), pois não só é uma nova categoria de produto de tecnologia que será explorada, mas é uma nova alternativa que o mundo do entretenimento poderá explorar nos próximos anos, oferecendo novas soluções para o cinema, o mundo dos games, e outros setores.

Vamos esperar as primeiras avaliações do Gear VR para determinar se o produto foi um acerto ou erro da Samsung.


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